Jaú - Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (47 quilômetros a leste de Bauru) localizaram anteontem sete cabeças de gado que haviam sido furtadas da fazenda Santa Tereza, em Bocaina, na quarta-feira da semana passada.
Segundo o delegado Edmilson Marcos Bataier, o gado estava em uma propriedade rural, no bairro Banharão, em Jaú, e foi reconhecido pelo dono, João Batista Cardoso.
Ao todo, os ladrões levaram 18 cabeças da fazenda de Bocaina. Onze ainda continuam desaparecidas. Além das sete cabeças identificadas por Cardoso, haviam outras 21 no local, segundo informou o delegado Bataier.
Ele acredita tratar-se também de cabeças que foram furtadas de outras fazendas. Por isso, ele recomenda que outros outros proprietários de gado que tenham sido vítimas recentes de furto entrem em contato pelo telefone (14) 3622-1174.
Bataier conta que enquanto fazia o trabalho de identificação dos animais, acompanhado da vítima, duas pessoas chegaram na propriedade e quando viram os policiais tentaram fugir em um veículo, mas foram alcançados em seguida.
Dentro do carro estavam Fabiano Matias Galego, 26 anos, e Giovani Emanuel Avante, 18 anos. Segundo o delegado, ambos admitiram o furto. Pouco depois, um terceiro suspeito chegou ao local e também foi detido. Roberto Franco, 46 anos, chegou em uma perua Kombi e também teria confessado participação no furto.
Eles chegaram a indicar Paulo César Finote de Souza, que ainda não foi localizado pela polícia, como um quarto suspeito pelo crime. Todos são moradores de Jaú.
Na casa de Galego, o delegado disse que foi encontrado um revólver calibre 22 de cano longo. Além da arma, foram apreendidos ainda o caminhão que teria sido usado para transportar os animais furtados e o veículo onde estavam quando tentaram fugir da polícia.
Como os suspeitos não foram presos em flagrante, eles devem permanecer em liberdade. Mas, segundo o delegado, eles poderão ser presos caso seja decretada a prisão preventiva ou temporária. Bataier contou ainda que está investigando a participação deles em outros furtos.
Como Galego já trabalhou como açougueiro, o delegado não descarta a hipótese de que os animais fossem abatidos para abastecer o mercado clandestino de carne.
Com os suspeitos foram encontradas ferramentas que normalmente são usadas no abate e encerados possivelmente para embalar o produto.