Com a intolerável carga de 40 milhões de pessoas infectadas e, no que refere a vítimas fatais, cerca de 20 milhões até aqui, a demolidora aids está ganhando classificação de epidemia multinacional no conceito da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo o qual ela ataca uma pessoa, principalmente jovem, a cada 14 segundos, sendo a velocidade de sua propagação no universo debitada a erros clássicos no uso da chamada camisinha, seja na esfera de adultos, homens e mulheres, seja no considerável campo da juventude, considerando, desabridamente, que a membrana do especialíssimo preservativo é francamente permeável ao vírus da enfermidade na proporção de 15% a 20% dos casos, completando-se a estimativa com as ocorrências provenientes de falhas por rompimento puro e simples do latex.
Especialistas, no entanto, têm ido à refutação da assertiva, opinando, mercê de suas experiências, que o tecido protetor não possui a alegada permeabilidade ao agressivo vírus e, desde que corretamente usado, só é ineficaz em menos de 5% de sua adoção, podendo, então, ser aceito como o “sexo seguro” desejado por seus usuários. Muitos países, tendendo para o uso correto do protetor, vêm distribuindo folhetos segundo os quais “as pessoas não pegam aids por via sexual se viverem a abstinência ou se tiverem relações com uma única pessoa não contaminada. Em outros casos existe risco, mas a camisinha o reduz bastante” - afirmam. A advertência ainda não tem produzido todo o efeito pretendido, tanto que a doença, via sexual, por si só mortífera, prossegue escalando enormes alturas, o que tem levado as autoridades a emitirem mais sugestões publicitárias tendentes a melhor conscientizarem as populações sobre os sérios perigos inerentes ao defeituoso uso do produto, como, entre outros exemplos, a adoção de seringas impróprias e transfusões sem exato conhecimento da procedência do sangue.
Sem tais preocupações não se chegará a conter o deslanche da epidemia que o HIV/aids está espalhando, associado a razões sociais e morais, e, assim, aumentando seu acervo de vítimas fatais mundo afora. Abram-se os olhos, pois o universo não pode morrer. É a nossa opinião e de todos.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.
“Se possível fosse, um punhado de estrelas desceria ao mundo para enxugar as lágrimas de quantos sofrem e suavizar as suas sentidas dores!”