É de se admirar. Na semana passada, as forças de vários segmentos, representantes de Bauru, fizeram uma reunião para discurtir o orçamento municipal. Constatou-se, então, que a receita e as despesas se consumiam. Ou seja, tudo que se arrecada se gasta, e até mais. Curiosamente, no dia 25/6/2004, outra reunião realizou-se para discutir a possibilidade de se efetuar um empréstimo no valor de aproximadamente R$ 65 milhões. Eu fico de boca aberta, como munícipe, com tal procedimento, pois se gastamos tudo que arrecadamos e estamos endividados até o pescoço, como podemos pedir um empréstimo, mesmo que a fundo perdido, se temos prioridades emergenciais que sequer são discutidas? Deixo a pergunta no ar. Em minha casa, por exemplo, se gastamos mais do que arrecadamos, como já aconteceu algumas vezes, nossa primeira providência é não contrair mais despesas, pois certamente não honraremos os compromissos antigos e tampouco os novos.
Ubiratan Cássio Sanches - RG 40.653.867-83