De janeiro a junho deste ano, as fiscalizações com 108 itens da cesta básica realizadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) em Bauru resultaram em 52 produtos aprovados e 56 com irregularidades, segundo constatado pelas aferições do órgão. O balanço do primeiro semestre equivale a um índice de 51,85% de reprovação. Os produtos que mais tiveram análises negativas no período foram papel higiênico, sal, alho, macarrão e biscoitos.
As informações são da fiscal metrológica do Ipem Márcia Pereira Silvestre. Segundo ela, geralmente as irregularidades encontram-se na diferença entre o peso real e o que vem indicado na embalagem do produto. Para evitar pagar por uma determinada quantidade e levar menos para casa, Márcia sugere aos consumidores que pesem os produtos antes de comprar.
“Uma medida bem simples para constatar essa diferença no peso é olhando na etiqueta do produto, especificamente a marcação da tara. Essa marca significa o desconto do peso da embalagem. Portanto, se a tara for zero, já demonstra irregularidade e o consumidor deve denunciar. Utilizar as balanças existentes nos supermercados para pesar o produto antes de passar no caixa também é uma forma simples de evitar prejuízos”, orienta Márcia.
Outra dica da fiscal metrológica é em relação aos produtos secos, que com o passar do tempo na prateleira dos supermercados apresentam perda de peso. “Essa dica vale para produtos como bacalhau, derivados de carne de porco, entre outros desse tipo. É que ao longo de uma semana, os produtos secos perdem peso. Por isso, é importante ficar atento à marcação indicada na embalagem e ao peso real.”
Ao longo dos seis primeiros meses do ano, o Ipem apurou o maior índice de reprovação de produtos da cesta básica em Bauru na primeira quinzena de maio (as fiscalizações são feitas a cada 15 dias), quando o resultado foi negativo em 70%. Dos dez produtos analisados, sete apresentaram irregularidades.
De acordo com Márcia Silvestre, o levantamento mais recente do Ipem feito com produtos da cesta básica, na última quinzena de junho, mostra números que colocam Bauru e todo o Interior do Estado em grande desvantagem em relação aos apurados na cidade de São Paulo.
Neste período, o índice de reprovação na Capital foi de 17%, enquanto em Bauru foi de 55% e, na soma de todas as regionais do Ipem no Interior, o índice foi de 54,17% de irregularidades.
Segundo a fiscal do Ipem em Bauru, quando algum produto é reprovado nas aferições do órgão, o fabricante é imediatamente comunicado para retirar o lote irregular de circulação. Após uma análise jurídica e administrativa, o Ipem fixa uma multa, cujo valor pode variar de R$ 100,00 a R$ 5 mil. Em casos de reincidência, o valor dobra.
Os consumidores que encontrarem algum produto com erro no peso ou na medida, podem fazer a denúncia à Ouvidoria do Ipem. A ligação é gratuita pelo telefone 0800-130522. Segundo Márcia Silvestre, nos últimos seis anos triplicou a quantidade de denúncias recebidas pelo órgão.
“As pessoas estão bem mais conscientes, e a Ouvidoria do Ipem realizada um trabalho de muito respeito ao consumidor. Ao ligar, a pessoa não é obrigada a se identificar. Se ela disser quem é, seu nome continuará sendo mantido em sigilo perante os fiscais e ela receberá um retorno da Ouvidoria sobre as providências tomadas em relação ao caso”, diz a fiscal metrológica.