10 de julho de 2026
Política

Acordo garante duplicação de avenida

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

Um acordo verbal firmado entre a Prefeitura Municipal e a Sociedade para Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri) está garantindo a continuidade das obras de duplicação da avenida Luiz Edmundo Coube até que o processo de desapropriação da área que pertence à entidade e abrigará parte da nova pista seja formalizado.

O conselheiro Valdir Canal, da Sorri, afirma que a prefeitura indenizará a instituição, cedendo a ela uma área do município localizada nas proximidades da atual, o que depende, porém, de autorização da Câmara Municipal.

Como o Poder Legislativo está em recesso, a Sorri optou por confiar na administração municipal e liberou a entrada das máquinas na área de sua propriedade. “A única coisa que pedimos é que a cerca não fosse retirada antes da construção de outra, que irá separar a entidade da nova pista”, conta Canal.

O secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, afirma que a empresa H.Aidar, vencedora da licitação, respeitou a exigência. “A cerca foi sendo retirada à medida que as adequações foram feitas”, comenta.

Colaboração

Segundo o conselheiro da Sorri, o acordo verbal foi a forma que a instituição encontrou para não prejudicar o cronograma de trabalhos na avenida. “Nós não temos a intenção de atrapalhar uma obra que será benéfica para o município”, justifica.

A duplicação da avenida Edmundo Coube foi anunciada em maio do ano passado pelo governo estadual, responsável por 80% dos R$ 835 mil investidos na obra. O convênio que possibilitou a liberação das verbas, porém, só foi assinado no final de 2003.

Depois disso, a prefeitura enfrentou dificuldades para realizar o processo de licitação. Primeiro, o município demorou para empenhar os R$ 80 mil que precisaria oferecer como contrapartida. Posteriormente, houve uma proposta para mudar o edital, o que acabou não se concretizando.

Com isso, a licitação foi concluída apenas no final de abril. A H.Aidar apresentou a melhor proposta e venceu a concorrência. As obras tiveram início no mês passado, com o serviço de terraplenagem, mas a pendência com a Sorri impedia que parte da faixa de terra que abrigará a nova pista fosse preparada.

O projeto completo prevê 12,9 mil metros quadrados de pavimentação, ciclovia, iluminação pública, galerias pluviais, guias, sarjetas e calçadas. A duplicação será feita entre o HE e o câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O intenso tráfego de veículos é apontado como o fator principal para que a via receba as melhorias. Além do HE e da Unesp, a Edmundo Coube também serve de acesso à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Jaú) e a conjuntos habitacionais.

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Interdição

Segundo o secretário municipal de Obras, José Ângelo Padovan, o trecho da avenida Luiz Edmundo Coube localizado entre o Hospital Estadual (HE) Arnaldo Prado Curvêllo e o câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) será interditado ao trânsito a partir de segunda-feira, pois a pista atual da via também será reformada.

Com isso, quem estiver vindo do Centro em direção à Unesp pela avenida Nações Unidas deverá entrar à direita na rotatória do Jardim Contorno, chegando ao câmpus pela avenida Antenor de Almeida, que passa ao lado do Jardim Colonial e foi recapeada para suportar o aumento do movimento de veículos.

Os ônibus circulares, porém, seguirão por outro caminho, já que eles também precisam passar pelo HE.

Segundo a assessoria de imprensa da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), todas as linhas que têm a Unesp como destino final seguirão até o fim da avenida Nações Unidas, nas proximidades do Jardim Zoológico, e acessarão posteriormente um trecho da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (Bauru-Jaú) para, em seguida, chegar ao câmpus. A volta obedecerá o mesmo trajeto.

No caso da linha Vila Dutra/IPMet/Câmpus, o ônibus passará pela Unesp e depois irá até o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet). Na volta, porém, o trajeto não prevê a passagem pelo câmpus, como ocorre normalmente.

A previsão é que a interdição dure cerca de 100 dias.