09 de julho de 2026
Geral

Empresas devem valorizar ações sociais

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas que deixarem de associar o seu desempenho econômico às ações sociais e ambientais que desenvolvem estarão ameaçadas de perder espaço no mercado consumidor. A opinião é do diretor da Ekobé Educação e Consultoria, Paulo Durval Branco, que esteve anteontem em Bauru ministrando a palestra “Sustentabilidade e Responsabilidade Empresarial”, promovida pelo Secovi (Sindicato da Habitação).

“Felizmente, a sociedade tem um grau de tolerância cada vez menor em relação às empresas que privilegiam apenas o lucro a curto prazo. Nesse contexto, é fundamental que elas tenham boa qualidade de relacionamento com todos os seus públicos, sejam eles empregados, fornecedores, acionistas ou a sociedade em geral”, analisa Branco.

Ele destaca, porém, que é importante não confundir a sustentabilidade com as iniciativas assistencialistas ou filantrópicas. “É comum vermos empresas que se vangloriam das doações que fazem, mas que se negam a mudar processos produtivos que não respeitam a qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. É a mesma coisa que ir à missa aos domingos e continuar pecando durante a semana”, comenta.

Segundo ele, o Brasil tem se destacado internacionalmente em relação à responsabilidade empresarial, mas a quantidade de pessoas que já a utilizam ainda está longe do ideal. “Esse número, porém, é crescente, o que demonstra que o engajamento está aumentando”, argumenta.

Branco revela, ainda, que há um movimento para a criação de uma norma de qualidade que trate especificamente do tema. “Além da certificação ambiental ou de produtos, também está se olhando para as questões de saúde e segurança, não discriminação e erradicação de trabalho infantil”, diz.

O diretor-geral do Secovi de Bauru, Riad Elia Said, afirma que a entidade tem procurado promover a importância da responsabilidade empresarial na região. “Temos, por exemplo, o projeto Ampliar, que visa tirar das ruas os jovens menos favorecidos por meio de cursos profissionalizantes e inseri-los no mercado de trabalho”, declara.

Números do projeto mostram que, entre 2000 e 2003, cerca de 2,3 mil adolescentes participaram dos cursos oferecidos pelo Secovi em São Paulo.