09 de julho de 2026
Bairros

Consegs: associações são parceiras

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 3 min

Representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) das regiões Leste, Noroeste-Oeste e Sudeste confirmam que as associações de moradores são parceiras na medida em que participam das reuniões e trazem à tona problemas enfrentados pela população nos bairros.

“Há uma parceria. Associações de moradores e Consegs juntos têm muita força. Como iríamos saber dos problemas dos bairros se os líderes não viessem falar sobre o que está acontecendo? Sozinho, ninguém vai a lugar nenhum”, diz Oswaldy Martins, o Ticão, que é presidente do Conseg Noroeste-Oeste.

A entidade abrange os bairros Parque Viaduto, Vila Celina, Parque São João, Vila Independência, Jardim Terra Branca, Jardim Ouro Verde, Parque real, Núcleo Leão XIII, Vila Dutra, Jardim Bela Vista e Parque Santa Edwirges, entre outros.

São muitos bairros, mas poucos representantes que participam das discussões do Conseg Leste. “Eles têm uma participação fundamental porque trazem os problemas. Mas ainda falta participação dos bairros. Todos os problemas da comunidade hoje vão para os Consegs. Nós montamos comissões e cobramos a prefeitura”, diz Ticão.

Na área Sudeste, que abrange bairros como Núcleo Octávio Rasi, Vale do Igapó, Distrito Industrial e Ferradura Mirim, entre outros, a situação é semelhante. Geralmente, são membros das associações de moradores que participam, e não a comunidade toda.

“Não há expressiva adesão da sociedade. Geralmente, quando o problema bate na pessoa diretamente, ela vai à reunião e reclama. Mas são os líderes de bairros que mais levam os problemas. Eu gosto muito da participação das associações de moradores. São sensores”, afirma Jaqueline Didier, presidente do Conseg Sudeste.

Carlos Gregório, presidente do Conseg Leste, também elogia a atuação dos presidentes de associações de moradores, mas cobra mais participação. A entidade abrange bairros como Parque Colina Verde, Núcleo Mary Dota, Pousada da Esperança, Jardim TV, Parque Vista Alegre, Núcleo Beija-Flor e Quinta da Bela Olinda, entre outros.

“A participação das associações de moradores é boa. Eles dão sugestões e sabem onde está a maioria dos problemas. Mas eu gostaria que participassem mais ativamente porque juntos fazemos a força”, destaca.

Além disso, todos concordam que através dos conselhos as reivindicações da população são atendidas com mais agilidade. “Como o Conseg tem mais autoridades envolvidas, ele tem mais força e recebe mais atenção. É um órgão fiscalizador da sociedade que cobra e exige os direitos dos cidadãos”, enfatiza Ticão.

“Acredito que através do Conseg se consegue mais facilmente do que através das associações de moradores. Me parece que o poder público atende com boa vontade nossas reivindicações. Acho que o apoio da polícia também dá mais credibilidade ao conselho”, acredita Jaqueline.

Na área Leste é semelhante. “Temos um respaldo muito bom da administração pública. A prefeitura está nos atendendo, na medida do possível. A prefeitura nos respeita e nos recebe bem”, afirma Gregório.

Ele ressalta que a atuação dos Consegs aproxima a comunidade das polícias Civil e Militar. “Às vezes, as pessoas têm receio de conversar com o policial. Em nossas reuniões, podemos expor os problemas e estreitar o contato”, diz.

Na área Leste, está sendo discutido um projeto para tornar mais segura a região do lago da Quinta da Bela Olinda, visando também transformá-la área turística e de lazer. Além disso, o conselho está batalhando pela construção de nova base da Polícia Militar na avenida Marcos de Paula Raphael, no Núcleo Mary Dota.