São Carlos - Uma opção inteligente e barata para economizar energia. Esse é o principal objetivo da Prefeitura de São Carlos (135 quilômetros a nordeste de Bauru) que irá inaugurar no próximo dia 20, no Centro da cidade, a fábrica de aquecedores solares de baixo custo.
Segundo o diretor do Progresso e Habitação (Prohab) de São Carlos, Ivo Nicoletti, apesar do aquecedor poder ser adquirido por interessados de qualquer faixa econômica, a meta principal da iniciativa é atingir as famílias de baixa renda, principalmente aquelas que fazem parte de programas habitacionais.
“Estamos tentando diminuir o custo e as prestações das casas já fabricando blocos e agora estamos oferecendo uma redução nos gastos com energia”, explica. “Uma família de cinco pessoas deverá economizar em média 15% no gasto mensal”, prevê Nicoletti.
Ele diz que o interessado poderá comprar o kit e terá a opção de montar após freqüentar um curso oferecido sem custos ou então contratar alguém da própria fábrica, que deve funcionar como uma cooperativa.
“Qualificaremos também pessoas de fora dessa cooperativa que queiram também gerar renda”. Quanto ao valor cobrado, a proporção é de cerca de 13% do valor convencional.
A média de preço para aquecedores normais é de R$ 1.300,00 para um equipamento que seja suficiente para uma residência com cinco pessoas. Ou seja, o valor do kit popular deve ficar em torno de R$ 180,00.
Para as famílias que tenham renda de até três salários mínimos, a idéia é dividir o pagamento em seis vezes e para quem recebe de três a seis salários poderá pagar em quatro parcelas.
O aquecedor solar popular foi desenvolvido pela Organização Não-Governamental (ONG) Sociedade do Sol, entidade instalada no Centro de Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo (Cietec/USP).
Os aquecedores populares consistem em kits, que reúnem materiais simples, necessários para a instalação do aquecedor, como plástico, isopor, tubo, cola, entre outros.