08 de julho de 2026
Geral

Bolsão da Pousada será desativado

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

O bolsão de entulhos da Pousada da Esperança será desativado, após servir como depósito de resíduos de construção por mais de dez anos, e transformado em área verde para lazer da população. A informação é do diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Carlos Barbieri.

Ele explica que a erosão que existia no local já está praticamente tampada pelo entulho e a prefeitura quer evitar que empresas de caçambas ou caminhões particulares sigam despejando resíduos no bolsão. Há apenas uma pequena área que continuará recebendo resíduos de forma controlada, até a completo aterramento da erosão.

“Em um primeiro momento, vamos parar com a deposição e fazer um cordão de nível para isolar a área e impedir o acesso. As empresas também estão sendo comunicadas de que não podem mais depositar entulho lá. Depois, vamos recuperar a área aterrando com uma camada de solo de meio metro e fazer o plantio de mudas, inicialmente”, comenta Barbieri.

O projeto da Semma é transformar o bolsão em uma praça com área verde e equipamentos para o lazer da população. A erosão que existia no local tinha cerca de cinco hectares de extensão e a desativação do bolsão da Pousada segue as resoluções 307 e 308 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que determinam a elaboração de um plano de gestão para os resíduos sólidos da construção civil.

De acordo com Barbieri, o principal fator do plano de gestão dos resíduos é o controle da deposição. Com a desativação da área da Pousada, permanece em uso o bolsão do Jardim Colonial, e uma nova área erodida também já foi escolhida para ser preenchida com entulho sólido. A erosão fica atrás do Núcleo Bauru 16, nas margens da rodovia Bauru-Marília.

“Essa é uma erosão de sulco profundo e seca, sem afloramento de lençol d’água. Ela foi ampliada por conta da água que cai da rodovia, então, estamos esperando o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) apresentar um plano de desvio de água para instalar lá o novo bolsão”, diz.

Controle rigoroso

Segundo o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais, Bauru gera aproximadamente 2 mil toneladas de entulho por mês e isso indica a necessidade de um controle rigoroso na destinação dos resíduos de construção civil. Como o município ainda não conta com uma usina de reciclagem de entulho, a melhor opção continua sendo o aterramento dos resíduos em áreas erodidas, desde que o conteúdo não seja misturado com lixo doméstico ou resíduos industriais, que podem contaminar o solo.

“Temos estudos para a recuperação de todas as áreas que servem como depósito. Após a desativação do bolsão da Pousada, teremos locais mais controlados, com fiscalização intensa. As empresas (que fazem o transporte dos entulhos) terão uma área específica para descarregar e serão obrigadas a separar os materiais e empurrá-los para dentro da erosão”, esclarece Barbieri.

• Serviço

A Semma pode ser contatada pelo telefone (14) 3235-1105.