08 de julho de 2026
Saúde

Produto é usado há cerca de 10 anos


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O ortopedista Osvaldo Rodrigues Azenha Júnior comenta que o cimento ósseo é usado pela medicina há cerca de 10 anos. Por ser um material de alta resistência, adesão rápida e firme e não apresentar reações orgânicas, o cimento acrílico tornou-se uma excelente opção aos parafusos na fixação de próteses de quadril, joelho e outras estruturas aos ossos humanos.

“Essa utilização do cimento para reforçar vértebras - a vertebroplastia percutânea - é que é novidade. Mas o uso é restrito (às fraturas vertebrais de osteoporose), não é indicado para qualquer tipo de fratura”, alerta.

Ele explica que quando o líquido é misturado ao pó, o cimento desencadeia uma reação química que libera calor. “Enquanto endurece, ele pode chegar a uma temperatura de 80 graus. Então, você não pode aplicar próximo a um nervo e não pode deixar atingir a medula, senão queima”, observa.

O médico ratifica as vantagens da técnica. Comparando um osso com osteoporose a um pedaço de isopor, ele explica que o peso pode fazê-lo “afundar”. O cimento daria sustentação à vértebra, impedindo o achatamento e aliviando as dores.

Azenha Júnior afirma, porém, que o procedimento tem sido utilizado em hospitais da Capital paulista e que, por enquanto, não há notícias de experiências com vertebroplastia percutânea em Bauru.