11 de julho de 2026
Cultura

Após seis anos, Beto Guedes lança novo CD

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Desde o disco “Andaluz”, de 1991, o cantor e compositor mineiro Beto Guedes não se dedicava a produzir novas composições - há seis anos lançou “Dias de Paz”, com apenas diferentes versões para antigos sucessos. “Não sou aquele cara que fica compondo sem motivo, preciso de um motivo para gravar e mostrar esse trabalho”, disse, em entrevista por telefone ao Jornal da Cidade.

Um convite feito pela gravadora Sony foi o estopim para que os planos do artista mudassem rapidamente de direção. No início do mês, Guedes lançou “Em Algum Lugar”, CD composto por 13 faixas, sendo dez canções inéditas e regravações de “Via Láctea”, “O Amor por Nós” e “Em Algum Lugar”.

O disco, que tem produção assinada pelo cantor, é marcado pelas letras românticas, que anunciam amor e paz. A melodia também não perdeu o tom suave e tranqüila, que acompanha a trajetória de Guedes desde a época de sua participação no Clube da Esquina - movimento criado na década de 70 que difundiu a música mineira no Brasil.

A exemplo dos álbuns anteriores, os velhos amigos e parceiros de Guedes não ficaram de fora do repertório de “Em Algum Lugar”. Na canção “Sonhando o Futuro”, o cantor prega o amor ao lado de Cláudio Venturini e Lô Borges. A romântica “Eu Te Dou Meu Coração” traz participação de Léo Lopes e Ronaldo Bastos. Milton Nascimento comparece em “Amor de Filho”, uma bela composição que aborda temas como paz, esperança e família.

Os laços familiares, por sinal, também são reforçados no CD, que passa por gerações da família “musical” do cantor. A começar pela profunda “Lamento Árabe”, composição assinada pelo seu pai, Godofredo Guedes Guedes; e a última faixa, a valsa “Júlia”, de seu filho Gabriel. “Há anos eu fiz uma música para o Gabriel. A história se repete, já que anos depois, ele faz uma música para sua filha”, aponta Guedes.

Novos parceiros também são destaque no novo disco: Renato Vasconcelos e Murilo Antunes participam de “Um Sonho Pra Viver”, Cláudio Faria em “Vem Ver o Sol”, e Chico Amaral na bela “Outra Manhã”.

Como sugere as cores do encarte do disco - predominantemente estampado em azul céu - o autor de “Amor de Índio” e “Paisagem da Janela” parece viver um dos momentos mais serenos de sua carreira. Aos 52 anos, ele conta que a escolha do repertório reflete alguns bons momentos de sua vida. “Todo disco, na verdade é um espelho do que a gente vive, são coisas do presente e também lembranças e acontecimentos do passado”, diz. “E eu não preciso de muita coisa para estar feliz”, completa.

Em breve, Guedes deve iniciar a turnê de lançamento do CD.