10 de julho de 2026
Bairros

Gasparini vira depósito de entulho

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O final da avenida Central, no Núcleo Gasparini, onde existe um extenso terreno baldio, há anos é usado irregularmente por moradores do bairro como local para despejo de entulho. Mas agora, segundo a associação de moradores do bairro, caminhões e caçambas estão depositando restos de material de construção trazidos de outros pontos da cidade.

Para Antônio Geraldo Dangio Filho, o Carteiro, que é presidente da associação de moradores do bairro, o aumento na quantidade de restos de material de construção no terreno já é reflexo da decisão da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) de fechar o bolsão de entulho da Pousada da Esperança, um dos dois locais da cidade autorizados para este fim.

“Eu já vi caminhão particular jogando entulho no terreno entre a Pousada e o Gasparini. Moradores do bairro realmente jogam entulho neste terreno e já fazemos campanha contra isso, mas agora tem gente de fora”, afirma. A Semma pretende transforma o bolsão de entulho da Pousada, que recebeu resíduos da construção por mais de dez anos, em uma área verde. A erosão que existia no local já está praticamente tapada.

Marcia da Silva Galvão, que mora na quadra 9 da avenida Central, no Gasparini, diz que até já se acostumou com o entulho e lixo jogados em frente sua casa. “A gente já cansou de reclamar, mas o pessoal continua jogando. E são moradores daqui mesmo. Não tem como evitar. De vez em quando uma máquina da prefeitura vem e limpa”, diz ela.

Outro morador do bairro, Roberto Carlos Leiser, também já desistiu de pedir para que não joguem entulho no terreno. “Tem uma placa lá embaixo dizendo que não pode jogar lixo aqui, mas não adianta. A gente espera a máquina da prefeitura, que faz tempo que não vem, para retirar esse lixo”, afirma.

Diego César Brandão, que mora em frente a um dos pontos do terreno que tem mais entulho, conta que até animal morto é jogado no local. “Por causa disso, aparecem mosquitos e baratas em casa”, relata.

A Associação de Moradores do Gasparini, que já distribuiu mais de 20 mil panfletos orientando a população a não jogar entulho e lixo em terrenos baldios, faz um apelo. “Os moradores precisam criar juízo. Estamos vendo aí doenças como a leishmaniose, que aparecem por causa do lixo. Pode acontecer com uma criança, com um idoso. Os cinco diretores da associação estão empenhados nesta campanha porque não queremos que esse terreno vire um bolsão de entulho”, diz Carteiro.