08 de julho de 2026
Articulistas

Eternamente a mais bela


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Ela não possuía título honorífico de princesa, pois não se casara com um príncipe, ventura que coubera, no entanto, à sua contemporânea, a Daiana, desposada por monarca britânico. Tinha, porém, beleza invulgar, muito mais que qualquer uma das mais formosas soberanas da época. Estamos enfocando a figura singular de Audrey Hepburn, a extraordinária estrela do cinema mundial, prematuramente falecida. Por que lembramos dela neste instante em que nossos olhos vêem a todo instante passarem diante de si beldades realmente incomuns? Porque, falecida em 1993, estão ultrapassando os primeiros 10 anos de sua viagem para as alturas e, também, porque continua considerada a mulher mais bonita do mundo de todos os tempos, inclusive estes, porquanto seus encantos até hoje não têm sucessão, permanecendo insuperáveis, não obstante a eternidade de sua ausência. Olhos verdes e bustos encantadores, a isso se acrescentando quadris extasiantes, ela transmitia admiração invulgar não só nas telas de cinema e televisão como na circulação nos parques e jardins que freqüentava elegantemente. Deixou seus admiradores ainda jovem, largando como riquíssima herança para suas sucessoras a formosura que os concursos de beleza, até agora realizados no universo, não encontram igual, eis que ainda não surgiram, em lugar algum, pais e mães condicionados para gerar filhas de porte fisionômico assemelhado ao seu, o qual, então, ultrapassando as barreiras do esquecimento e do tempo, vai prosseguindo com singularidade evocativa agora levada a efeito, destaca: “Ela, ainda que morta, venceu 100 mulheres, escolhidas por jornalistas, fotógrafos, maquiadores e proprietários de agências de modelo, pois não é esquecida. Possuía uma rara amabilidade e uma beleza interior e exterior que propagava quando sorria”.

A mídia brasileira não a esquece também, lembrando o empolgante encanto de suas aparições em nossos cinemas e nós, seus inveterados fãs, não podíamos esquecê-la também. Daí esta matéria. Tomara seja lida por ela, lá no céu, onde se encontra sorrindo para todos os anjos que cruzem seu caminho.

O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado, é o jornalista responsável do JC.

“Pode o riso abortar uma tragédia se o pavor do drama se apaga diante do riso de uma anedota, o que faz da situação mais tensa uma verdadeira comédia?”