08 de julho de 2026
Geral

Endoscopia tem 500 em fila de espera

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

O Hospital Manoel de Abreu está fazendo uma campanha para reduzir a fila de espera para exames de endoscopia, que tem cerca de 500 pacientes. Atualmente, eles esperam até três meses para fazer o exame.

Como esse objetivo, equipes médicas estão atendendo pacientes aos sábados e feriados, além dos dias úteis, realizando em média 40 exames por dia.

De acordo com o médico endoscopista Paulo Carloto, o problema da demanda reprimida teve início em abril, quando os dois aparelhos endoscópios de que o hospital dispõe apresentaram problemas e ficaram um mês em manutenção. Nesse período, a instituição não realizou endoscopias e a fila aumentou.

“Estamos tentando compensar o período em que nós estivemos parados e tentar agilizar. Como a gente atende Bauru e praticamente 40 cidades ao redor, foi acumulando. Queremos desafogar a lista de espera”, explica o médico.

Carloto afirma que o ideal seriam três endoscópios para entidade. Entretanto, afirma que é possível atender os pacientes com os dois disponíveis.

“Se pudéssemos ter mais, seria melhor. Mas não há condições de manter mais de dois aparelhos aqui. Estamos tentando, até para situações de emergência de quando um quebra. Mas o custo é alto”, diz.

Ele afirma que a campanha será realizada até que todos os pacientes da fila sejam atendidos, mas não tem previsão de data. O problema é que cerca de 30% dos pacientes agendados faltam ao exame, prejudicando a campanha.

“Depende muito da freqüência dos pacientes. Eles também têm uma parcela de culpa porque nós agendamos e tem muita ausência. Isso nós temos notado desde o início da endoscopia”, frisa.

Os pacientes atendidos no Hospital Manoel de Abreu são encaminhados por unidades básicas de saúde e não podem ser transferidos para realizar o exame no Hospital Estadual Arnaldo Prado Curvêllo. Apenas pacientes que realizaram primeiro atendimento no Hospital Estadual podem fazer exame lá.

Os pacientes reclamam da demora. Valter Rodrigues da Rocha, por exemplo, esperou três meses. “Eu estava muito ruim do estômago, não estava conseguindo comer nada. E fiquei esperando. A dor melhorou porque eu não agüentei a dor e tive de procurar remédio na farmácia”, explica.

Já Ari Geraldo Padovan esperou um mês. “Para quem tem problema de estômago, não poderia demorar tanto tempo. Deveria ser mais rápido. Mas tem pessoas que estão esperando há muito mais tempo que eu”, diz.