A polícia de Pirajuí prendeu anteontem três acusados do homicídio de Natália Cristina dos Santos Silva, 19 anos, ocorrido no dia 2 de maio deste ano na cidade. Um quarto acusado de envolvimento no crime está sendo procurado pela polícia.
A vítima foi morta por asfixia mecânica (estrangulamento) e espancamento. Ela teve o rosto totalmente desfigurado e só foi reconhecida pela roupa que estava usando. Ela apresentava ainda uma lesão nas costas, provavelmente provocada pelo atrito do corpo contra uma superfície áspera, como asfalto, por exemplo.
O corpo foi encontrado quando amanheceu o dia, na rua Nicolau Franzé, no Parque Santa Guilhermina. Embora seja uma área residencial, o local não é iluminado à noite.
Carlos Augusto Martinez e Geraldo Lúcio Pereira Batista Filho foram presos em Pirajuí. Júlio Ricardo de Souza Monteiro, o Júlio Pirata, foi localizado e preso em Hortolândia. O quarto acusado de envolvimento, Edson Neme Filho, está sendo procurado. Eles têm entre 20 e 25 anos.
Dois deles moram em Pirajuí e os outros dois trabalham em outras cidade, mas têm família em Pirajuí, localidade onde passam férias e finais de semana.
A prisão dos acusados de homicídio movimentou a cidade de Pirajuí anteontem à noite e atraiu muitas pessoas para a porta da delegacia, provocando aglomeração.
De acordo com o delegado Ricardo Silva Dias, em razão de um conjunto de provas que apontam para o envolvimento dos quatro rapazes, foi pedida a prisão temporária. “O poder judiciário entendeu que as provas são suficientes”, diz.
A investigação já dura mais de dois meses e teve início no dia 2 de maio, quando o corpo da vítima foi localizado. Entretanto, o crime ainda não está esclarecido. “Os indícios com relação aos quatro acusados são bastante consistentes, mas a investigação ainda não está encerrada. Vamos continuar a partir das versões que cada um apresentar”, explica o delegado.
Dias acrescenta que a polícia espera ter mais tranqüilidade para continuar as investigações com a prisão temporária dos acusados. “Pretendemos continuar sem pressões externas, sem combinação de depoimentos. A solução de um crime dessa natureza é difícil porque não tem nenhuma testemunha presencial”, reforça.
O delegado enfatiza que boatos que surgiram na cidade a respeito da autoria do crime prejudicaram o trabalho da polícia. Muitas informações sem procedência foram checadas e houver perda de tempo.