08 de julho de 2026
Regional

78 mil elegem novo prefeito de Botucatu

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Quatro candidatos disputam a cadeira de prefeito na cidade de Botucatu (90 quilômetros a sudeste de Bauru). O atual prefeito, Antônio Ielo, tenta a reeleição e aposta no trabalho que desenvolveu nos últimos quatro anos. Antônio Mário de Paula Ferreira Ielo é do PT e faz parte da coligação, “Amar Botucatu” formada pelo PT, PC do B, PCB, PPS e PSB.

Para ficar mais quatro anos na prefeitura, o candidato lembra ao eleitor que conseguiu equilibrar as finanças. “Nos dois primeiros anos pagamos as dívidas. Tínhamos credores de todos os tamanhos, entre eles o INSS e a CPFL. Devíamos cerca de R$ 40 milhões.”

Ele acredita que ser do partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o favorece. “Levamos dois anos para arrumar a casa. Construí escolas, promovi reformas e ofereci aprimoramento para os professores. Implantei o programa de saúde da família e investi nos postos de saúde.”

O grande feito da prefeitura, na avaliação dele, foi conseguir asfaltar as vias sem que o munícipe desembolse qualquer quantia. “Desde 2002 não há cobrança do asfalto. A própria prefeitura faz o asfaltamento, compramos apenas a massa asfáltica com recursos do recolhimento de impostos”. Na corrida pela reeleição, ele conta com o mesmo vice da eleição anterior, Waldemar Pereira de Pinho, do PT.

Estreando

O candidato do PP à Prefeitura de Botucatu está disputando o pleito pela primeira vez. Engenheiro mecânico, 44 anos, Paulo Bassoli é presidente do partido. “Minha proposta é gerar novos empregos com a busca de novas empresas. Para atrair os empresários ele vai oferecer incentivos fiscais.”

Os gabinetes dentários que foram retirados das escolas voltarão. “Vou implantar o tratamento dentário nas escolas de novo e vou deixar o tratamento nos postos de saúde, porque são públicos diferentes.”

O preço do combustível na cidade deve sofrer alterações para baixo, caso Bassoli seja eleito. “O preço da gasolina aqui é R$ 2,10. Falta concorrência e eu vou incentivar. Só há uma empresa de transporte coletivo. Eu quero quebrar esse monopólio para baixar a tarifa e favorecer o usuário.”

O engenheiro civil Milton Bosco também concorre ao Executivo de Botucatu. A coligação é "Amor a Botucatu", formada pelo PV, PSDB, PMDB, PL, PDT, PFL e PTB. O vice é o Júnior Colance, do PMDB.

Na bagagem ele traz o cargo de vice prefeito de 1996 a 2000. “Dois pontos serão prioritários na minha gestão. O meio ambiente e a honestidade no trato do dinheiro público.”

A prioridade dele, no entanto, é o meio ambiente. “Temos aqui a maior reserva mundial de água potável, o aquífero Guarani. Temos que proteger essa riqueza.”

Ele promete procurar ONGs nacionais e internacionais para desenvolver campanhas de conscientização e efetivar as práticas. “Vamos tentar mudar uma situação que persiste há muitos anos. A Sabesp daqui pega água pura do rio Pardo e joga o esgoto in natura no Tietê. Essa situação tem de mudar.”

Também disputa a Prefeitura de Botucatu Fernando Izquerdo, do PSC. Ele concedeu entrevista ao JC, mas não autorizou a publicação porque queria ler a matéria antes da veiculação, o que não é possível.