30 de maio de 2026
Geral

Unimed-Bauru reajusta a tabela de honorários

Ieda Rodrigues e Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A Unimed-Bauru, que tem 554 médicos cadastrados e 122 mil usuários, garante que não há risco de boicotes por parte do corpo clínico. Como é uma cooperativa, os próprios médicos decidem sobre os valores dos honorários. E no último dia 1, em assembléia, eles aprovaram um reajuste médio de 7,5% na tabela de procedimentos, que estava defasada, informa a diretoria através de sua assessoria de imprensa.

O reajuste não será implantado de imediato porque a alteração na tabela de honorários exige adaptações técnicas, segundo a assessoria. A previsão é que até o final do ano a tabela esteja totalmente implantada. A assessoria de imprensa da Unimed ressalta que nos últimos seis meses a cooperativa já vinha pagando 20% a mais que o valor de tabela para alguns procedimentos.

O médico Carlos Alberto Monte Gobbo, que é diretor distrital da Associação Paulista de Medicina (APM), confirma que entre os cooperados da Unimed não devem ocorrer problemas uma vez que a tabela foi reajustada e foram incluídos procedimentos até então não previstos. Com o reajuste, o valor médio pago pela cooperativa ao médico por uma consulta será de R$ 34,00.

Porém, Gobbo não descarta a possibilidade de médicos que atendem por outras operadoras de planos de saúde aderirem ao boicote anunciado em São Paulo. “Agora que a Unimed fez o reajuste, acreditamos que os médicos que atendem através de outras operadoras vão chamá-las para conversar. Se não houver acordo, podem descredenciarem-se”, diz.

A Tec Seg, operadora de plano de saúde que atende os servidores municipais, informa que não há registro de nenhum tipo de manifestação no sentido de fazer boicote entre o quadro de médicos, segundo Luciano Braga, diretor clínico da empresa. Outras operadoras de planos de saúde que atuam na cidade foram procuradas pelo JC, mas os responsáveis não foram localizados para comentar o assunto.

Informações extra-oficiais dão conta que, em reunião realizada no início deste mês, médicos decidiram encaminhar uma proposta de reajuste às operadoras de planos de saúde, mas nenhum tipo de boicote foi cogitado.