Amigos são realmente para essas coisas! Quais são elas? São, entre outras, as notícias positivas para os leitores e alguém mais. Para os colegas de trabalho também! Então, a prezada Cristiane Goto, da redação do “maior jornal do mundo”, aí está mostrando que, além de ótima companheira de função, figura mesmo como real amiga nossa, pois, através da notícia que estampou estes dias no JC, deu-nos pista exata para esta matéria.
É que a bondosa filha de Quioshi Goto, discriminando os pontos da cidade cuja incidência de acidentes de trânsito despertou o comando da Emdurb, leva-nos a acrescentar mais dois: os cruzamentos da Nações Unidas com as ruas Benjamin Constant e Constituição, os quais, no que concerne a atropelamentos de transeuntes e trombadas de veículos não ficam a dever pilhas de reais e até de dólares, libras, liras e do novato euro, martilizantes contumazes da economia mundial. E a corrida tresloucada de automóveis, caminhões, ônibus e motos na avenida não é de hoje, nem de ontem, ocorrendo desde que a artéria, tão bonita como simpática, escondendo as águas do sereno Córrego das Flores dentro de ampla tubulação, teve todo o seu longo trajeto coberto por uma camada de asfalto que escurece seu antigo areial.
A partir de então, em várias “opiniões” tentamos suscitar a atenção dos dirigentes “emdurbianos” quanto da necessidade de instalação de semáforos em ambas as esquinas, mas, infelizmente, perdemos o valioso espaço do nosso latim, pois até o problema envelheceu, ganhando cabelos brancos como os nossos. Será que agora seria o momento oportuno para voltarmos a formular a reivindicação, defendendo a inclusão dos referidos locais na relação que a assessoria de imprensa forneceu e a querida jornalista imediatamente repassou para nossos leitores, motivando este novo desabafo? Tomara, porque a Nações Unidas, ainda que considerada pelas autoridades via expressa, precisa perder um pouco de sua autonomia, suavizando a loucura do seu trânsito “para o bem de todos e felicidade geral da cidade”. Instalem-se radares também na “ONU” bauruense para que o desfile de veículos seja forçado a rodar menos rápido, respeitando os transeuntes, dignos de uma vida mais longa. É mais uma opinião!
O autor, N. Serra, delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado é o jornalista responsável do JC.
“Esquece, amigo, a solidão das horas mortas, que sentes escoar sem vibração, enquanto permaneces só e triste, estranho à multidão, que acontece ao lado triste como um pássaro engaiolado”.