A ponte de madeira do Jardim Tangarás, localizada sobre o córrego Vargem Limpa, foi interditada temporariamente. Ontem, funcionários da prefeitura trabalhavam no local, mas até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa da prefeitura não soube informar quando a obra deve ser concluída.
A ponte liga o Jardim Tangarás ao Parque Bauru e é uma das principais vias de acesso dos moradores do bairro à região central da cidade. Segundo o presidente da associação de moradores do bairro, Zaqueu Vieira da Silva, a ponte está em situação precária, repleta de buracos e algumas tábuas em mal estado de conservação.
Apesar da necessidade de reformas, a interdição da ponte está trazendo transtornos aos moradores do Tangarás. Isso porque agora, para saírem do bairro em direção ao Centro, por exemplo, eles precisam andar cerca de quatro quilômetros a mais pela outra via de acesso do bairro: a rodovia Bauru-Jaú.
“Nós não temos via de acesso. Agora, se quisermos sair do bairro, temos que dar a volta pela pista (rodovia Bauru-Jaú),” reclama a moradora Maria Aparecida Vicente Ximenez.
Além da interdição da ponte, a situação precária das vias públicas do bairro Tangarás também está sendo motivo de reclamação dos moradores. Alguns trechos das ruas de terra do bairro estão intransitáveis devido aos buracos.
Um dos pontos mais críticos é a quadra 1 da rua Natal Fornazari, que já foi uma importante via de acesso do Tangarás ao Ferradura Mirim. Nesse trecho, os buracos, ao longo dos anos, transformaram-se em crateras e o esgoto corre sobre a rua.
A moradora Ana Garcia Palmeira, 68 anos, afirma que o problema é antigo e que a população já entrou em contato inúmeras vezes com a administração municipal para reclamar da situação, entretanto na avaliação dela, o Tangarás “é um bairro esquecido”. “Nós não pedimos nem asfalto, mas que pelo menos eles (a prefeitura) dessem uma ajeitada nas ruas, porque existem muitos buracos e os carros vivem quebrando”, diz.
Cansado de esperar uma solução para a rua Luiz Berro, que também enfrenta problemas de desníveis e buracos, o agricultor Sérgio Terasawa, 39 anos, afirma que tem utilizado esporadicamente o seu próprio trator para nivelar a terra e amenizar os problemas de tráfego. “Eu tenho trator e estou dando manutenção nessa rua. Toda vez que cai uma chuva eu dou uma nivelada e vou tapando os buracos para poder passar”, diz.
Para o comerciante José Roberto Lopes, que mora no bairro há 17 anos, o problema das vias públicas só será resolvido com o asfalto. “Quem tem carro não consegue andar por aqui. Já o ônibus só passa de uma em uma hora e ainda num ponto que fica a vários quarteirões de distância”, reclama o morador destacando que, devido aos buracos, os ônibus que atendem o bairro percorrem apenas as ruas mais próximas da rodovia Bauru-Jaú.
Até o fechamento desta edição, a assessoria de imprensa da prefeitura não havia comentado sobre as reclamações.