10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Conselho de Reitores apresenta nova proposta, mas Unesp mantém greve

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 1 min

Em assembléia realizada ontem no câmpus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), professores e funcionários decidiram manter a greve iniciada no dia 21 de maio. A informação é do diretor da Associação dos Docentes e Servidores da Unesp (Adunesp), Gilberto Magalhães. O movimento visa avançar nas negociações sobre reajuste salarial da categoria.

Segundo Magalhães, na última terça-feira foi realizada uma nova rodada de negociações entre o Conselho de Reitores das Universidades Paulistas (Cruesp) e o Fórum das Seis - entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários das três universidades estaduais. Nela, o Cruesp propôs antecipar o reajuste de 2% que já seria concedido em outubro.

“Isso faz parte de uma fórmula que o Cruesp aplica, que resulta em duas parcelas de 2% de aumento, sendo em outubro deste ano e janeiro de 2005. Na terça-feira, o conselho sugeriu antecipar esse índice, retroativo ao mês de maio. Então, na prática o Cruesp continuou não avançando na proposta de reajuste zero para a categoria. Por isso, decidimos manter a greve”, afirma Magalhães.

De acordo com ele, na próxima segunda-feira, às 15h, há uma reunião marcada em Campinas, entre o Fórum das Seis e o Cruesp, para informar o conselho sobre a decisão das assembléias nos câmpus da Unesp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “A tendência é de continuidade da greve em todos os câmpus. Esperamos avaliar outras propostas na segunda-feira”, diz o diretor da Adunesp.

A greve da categoria começou com a reivindicação de 16% de reposição salarial. Diante do impasse nas negociações com o Cruesp, o Fórum das Seis baixou a solicitação para 9,41%. Desde então, a proposta da antecipação do índice de 2% foi a primeira apresentada pelo Cruesp.