08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A dívida boa


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Uma dívida não é necessariamente uma coisa má. E uma dívida pode ser saudável (boa) desde que corretamente administrada e ainda mais no caso específico das finanças públicas quando este comprometimento resulta em um bom “retorno social” que permita uma melhora na qualidade de vida da população e assim sendo esta dívida torna-se plenamente vantajosa (relação custo-benefício social). No entanto, uma dívida pode ser nociva quando esta desequilibra as finanças e o retorno desse gasto não tenha nenhuma qualidade ou benefício visível e, infelizmente, parece ser este o caso da situação financeira da Prefeitura de Bauru. Será que este retorno (capacidade de investimento próximo de zero), que salta aos olhos de qualquer cidadão, não é um “tapa na cara” do contribuinte bauruense, que não mede esforços para pagar seus tributos (impostos, taxas e contribuição de melhoria)?

De qualquer forma, estes dados (federalização da dívida da Prefeitura com a União), além de servirem de alerta para o gravíssimo problema, também são úteis para mostrar o triste contraste entre a realidade dos fatos e o “ilusionismo” dos inquilinos do Palácio das Cerejeiras.

Aurelio da Silva Braga - RG. 12.912.493