No mercado de confecções homens não tinham vez até bem pouco tempo. O preconceito afugentou esse público do setor, especialmente nas cidades de pequeno porte. Porém, com a escassez no mercado de trabalho, eles se aproximam e começam a ganhar espaço.
As mãos delicadas e o dom de transformar tecidos em peças do vestuário ainda está com as mulheres, frisa a gerente administrativa da Jeans Marsiniuk, Rosângela Lucimar Carneiro. “Dos 135 funcionários, temos 45 do sexo masculino que estão em experiência.”
Na opinião dela, o preconceito pela atividade é um dos priores problemas. “Em cidade pequena, os homens trabalham em serviços mais pesados e quem opta pela confecção, algumas vezes é malvisto.”
Outro problema apontado na relação trabalhista é que eles têm de ser subordinados às mulheres. “Nas grandes confecções, as mulheres ocupam cargos mais altos que eles, especialmente na produção. Muitos não aceitam receber ordens de mulheres.”
Na confecção Zeen, de Macatuba, dos 43 funcionários, somente cinco são homens. “Eles estão entrando nesse mercado. Eu tenho alguns costureiros”, diz a proprietária, Zélia da Silva Masseran.
Na Staroup de Botucatu há funcionários homens que trabalham no corte, na lavagem, nos efeitos artesanais, na aplicação de metais e estocagem.
Na Flora Nativa, de Iacanga, dos sete funcionários, dois são homens.