09 de julho de 2026
Geral

Mutirão limpa terrenos em dois bairros

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

O mutirão de limpeza dos terrenos baldios da cidade, iniciado no último dia 3, teve mais uma etapa realizada anteontem nos bairros do Jardim América e Parque dos Sabiás. O objetivo do trabalho é ajudar no combate à leishmaniose, doença transmitida por um mosquito que já infectou 27 pessoas em Bauru desde setembro do ano passado, sendo que três delas morreram.

Os funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) começaram a limpeza por volta das 8h30 no final da rua Iacanga, no Jardim América, no período da tarde foram para a rua Maria Ranieri, próxima ao Parque dos Sabiás. No total, a equipe recolheu 4.900 quilos de lixo, que foi ensacado e encaminhado para o aterro sanitário.

“As pessoas precisam se conscientizar que não podem jogar lixo nos terrenos”, diz o supervisor do departamento de limpeza pública Odair Francisco de Souza, que tem acompanhado a remoção dos dejetos nos últimos três finais de semana desde que o mutirão foi iniciado. Segundo Souza, a maior dificuldade encontrada pelos garis na realização do trabalho é a existência de animais mortos no lixo.

Desde o seu início o mutirão já passou, além da Pousada, Jardim América e Sabiás, pelos bairros Jardim Gérson França, Jardim Carolina e Jardim Alvorada. Os locais foram apontados pelo Departamento de Saúde Coletiva (DSC).

Na opinião do supervisor do departamento de limpeza pública, o pior lugar encontrado até agora foi o terreno na Pousada da Esperança. “Tinha lixo nos dois lados da rua por uns dois, três quilômetros”, diz Souza, que teme que a limpeza não dure muito tempo se a população não cooperar.

Moradores

Na rua Iacanga, no Jardim América, os moradores gostaram da presença dos funcionários da prefeitura, mas se mostraram desconfiados quanto à possibilidade da limpeza ser mantida.

“O pessoal da ‘cidade’ vem jogar lixo aqui, quem mora aqui não joga”, diz o aposentado José Beronário Pereira, que mora em uma das nove casas que estão na rua, que possui apenas uma quadra não asfaltada. Delmivar Venâncio, que também reside na rua Iacanga confirma: “o lixo tem muita sobra de alimentos, de laranja, quem joga isso aqui são os donos de lanchonetes da ‘cidade’”, acusa.

A situação fica pior no verão, quando o calor aumenta a quantidade de moscas e mosquitos.