08 de julho de 2026
Bairros

CPFL testa material alternativo

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) está trocando os tradicionais cabos de cobre por fios de aço para tentar coibir os furtos recorrentes em suas instalações. Os fios de aço são mais baratos que os convencionais e não têm valor significativo de mercado clandestino. Por enquanto, a experiência está restrita à unidade de Sumaré, na região de Campinas.

De acordo com a assessoria de imprensa, a CPFL registra cerca de 40 furtos de fios de cobre por ano - um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão anuais. Os cabos alternativos têm um custo 15% menor que os convencionais e não despertam nenhum interesse para o comércio clandestino.

O gerente da divisão de serviços da CPFL em Bauru, Epaminondas Mourão de Padilha Lima explica que a substituição será progressiva e que a extensão para outras regiões depende dos resultados desta primeira experiência. “Nós imaginamos que, com o tempo, o pouco interesse do mercado por esse material iniba os furtos”, comenta.

Se a tentativa der certo, a intenção da empresa é substituir cerca de 100 mil metros de cabos de cobre nas 300 subestações sob sua administração. O tempo estimado para a troca é de três a cinco anos e o projeto é orçado em R$ 800 mil. A previsão é de que, em seis meses, os principais alvos dos ladrões já estejam operando com os novos cabos.

Segundo Lima, o prejuízo causado pelos furtos vai muito além das perdas materiais. “Esses invasores correm sérios riscos. Há cerca de 20 dias, em Bauru, um rapaz de 17 anos sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus em 50% do corpo quando subia num equipamento para furtar cabos. Há cerca de três meses, outro invasor morreu eletrocutado ao subir num transformador de corrente”, cita.

Ele conta que os ladrões ficam cada vez mais abusados. Na semana passada, um grupo de invasores foi pego retirando peças de uma torre de transmissão. “Nossos especialistas analisaram a estrutura e não havia riscos, mas se a moda pega, um furto desses pode até derrubar uma torre”, alerta.