10 de julho de 2026
Bairros

Saúde reavalia o plantão dos pediatras e MP estuda o caso

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O secretário municipal de Saúde, João Sérgio Carneiro, anunciou ontem que a administração está estudando uma nova escala de plantão para os pediatras que atendem nos prontos-socorros de Bauru. O objetivo é minimizar um conflito gerado no início do mês por uma alteração repentina nos plantões e garantir um atendimento satisfatório para a população.

A crise é conseqüência de um déficit de pelo menos dez pediatras no quadro de médicos da rede municipal. A carência de especialistas obrigou a administração a redimensionar a escala de trabalho, alterando dias, horários e locais em que os médicos deveriam atuar.

Um grupo de pediatras se recusou a cumprir a nova escala, argumentando que os novos horários coincidiam com outros compromissos de trabalho. Eles reclamam que a mudança foi imposta, quando deveria ter sido negociada.

A recusa dos médicos desencadeou uma crise na saúde pública municipal, que veio à tona depois que os especialistas anunciaram o risco de uma demissão em massa na pediatria caso fossem obrigados a adotar os novos horários.

Ontem, Carneiro procurou o Ministério Público (MP) para esclarecer a situação. “Ele alega que o município tem dificuldade para contratar mais médicos em função da Lei de Responsabilidade Fiscal”, informa o promotor Luiz Eduardo Sciuli de Castro. Ele substitui o promotor da Infância e Juventude, Lucas Pimentel de Oliveira, que acompanha o caso, mas está em férias.

Questionado sobre o que deve ser feito, Castro afirma que o Ministério Público vai analisar cuidadosamente a situação antes de determinar uma solução. “O que não pode é a cidade ficar sem atendimento médico, principalmente as crianças”, antecipa.

Periferia

No último sábado, o Jornal da Cidade publicou uma matéria em que o conselheiro local do Conselho Regional de Medicina (CRM), Carlos Alberto Monte Gobbo, recomendava a desativação dos prontos-socorros nos bairros da cidade. Segundo ele, fiscalizações demonstram que os prédios só têm estrutura para funcionar como postos de saúde e não estariam aptos a prestar atendimento de urgência.

Indagado sobre as providências que pretende tomar a esse respeito, o secretário municipal de Saúde afirma que há muito tempo as unidades do Núcleo Mary Dota, Ipiranga e Jardim Bela Vista funcionam somente como unidades básicas, voltadas ao pronto-atendimento. Ele informa que os casos de urgência são encaminhados ao pronto-socorro central.