No Jornal da Cidade de sábado saiu uma reportagem sobre um pedido de desativação das unidades descentralizadas dos prontos-socorros. Compreendemos a necessidade de se dotar de melhorias os PSs, mas por que só agora, depois de dez anos da instalação do nosso pronto-socorro, é que o CRM chegou a essa conclusão? Quando se deslocou o PAI para nossa unidade ninguém questionou se o prédio estava bom ou não! Naquele período de 10 meses ele serviu muito bem.
E se há três anos se alerta para o perigo, por que o sr. prefeito não cuidou de dotar a unidade de melhorias? Outro ponto a se discutir é a necessidade de um laboratório, serviço de radiologia, leitos, etc. Neste caso, até o Pronto-Socorro Central teria de ser desativado, porque ele não tem mais nada disso. Ele usa o Hospital de Base para essas necessidades. Quanto a leitos e pacientes sentados tomando soro, isso me aconteceu no PS Central. Portanto, não é só nosso este problema.
A morte de um estudante no PS Central motivou a reforma, mas o espaço físico continua o mesmo, nada foi aumentado, e o atendimento continua o mesmo. É só perguntar para o usuário, porque ele é que sofre com essa situação. Toda essa polêmica nos leva a perguntar.
1 - Alguém questionou a população sobre o que ela realmente quer?
2 - Não seria certo melhorar as unidades e não desativá-las?
3 - O PS Central suporta a demanda da cidade toda?
4 - Por que os médicos clínicos não criam problemas e só os pediatras estão fazendo todo esse movimento. Será que o juramento de um é diferente do outro? Será que para salvar sua vida precisa-se de conforto e de uma série de mordomias?
Faltam seis meses para a mudança de governo e realmente pode acontecer alguma morte, mas não pela estrutura do prédio e sim por falta de atendimento médico. Tivemos uma reunião com o sr. secretário de Saúde e ele nos colocou a par de toda problemática com os pediatras e pediu que o conselho gestor ficasse do lado dele e o ajudasse a voltar os PSs ao normal. E nós fechamos com ele para resolver a situação.
O que se quer fazer com a saúde em Bauru é como o sujeito que tem uma unha encravada e ao invés de curar a unha corta o pé. Vamos parar, conversar e fazer algo para o bem do povo e não tomar uma atitude política e de elite. A população deve ser ouvida, principalmente nesta época de eleição e se a desativação acontecer o povo saberá nas urnas dar o troco.
Mirian F. C. Vecchi Rodrigues - RG. 3.181.095 - presidente do Conselho Gestor do PS do Ipiranga