Reggio Calabria - Como toda vez que estão frente a frente, brasileiras e cubanas fizeram uma partida emocionante na abertura das finais do Grand Prix. No entanto, a Seleção Brasileira Feminina de Vôlei não conseguiu manter a invencibilidade na competição e perdeu para Cuba por 3 sets a 2 (25/20, 24/26, 25/21, 19/25 e 12/15), em 1h45 de jogo, ontem, na cidade de Reggio Calabria, na Itália.
As brasileiras folgam na rodada de hoje e voltarão à quadra amanhã, quando enfrentarão as alemãs, às 12h, precisando de uma vitória para chegar às semifinais.
O jogo começou com as equipes se estudando e desperdiçando alguns saques. Se o bloqueio de Cuba preocupava, foi a eficiência deste fundamento que ajudou as brasileiras a abrir quatro pontos e marcar 16/12. Apesar de as cubanas esboçarem uma pequena reação (16/15), o Brasil comandou o marcador e fechou o set em 25/20.
Cuba começou melhor o segundo set. A meio-de-rede Fernandez entrou no lugar de Tellez e ajudou a equipe caribenha a dificultar a recepção brasileira. As cubanas chegaram ao primeiro tempo técnico à frente (8/4). Mesmo assim, o Brasil não se acomodou, reagiu e, aos poucos, virou para 18/17. O placar se arrastou e ficou empatado até o final: 21/21, 22/22 e 23/23. Depois de um bom saque, as cubanas quebraram o passe brasileiro e marcaram 26/24, empatando o jogo.
O terceiro set foi equilibrado somente até o décimo ponto. A partir daí, o Brasil levou a melhor. A ponteira Sassá entrou no lugar de Virna e a meio-de-rede Fabiana continuou virando praticamente todas as bolas no ataque. Cuba ainda tentou encostar, mas as brasileiras estavam melhores, principalmente na defesa e fecharam o terceiro set em 25/21.
Na quarta parcial, o Brasil não teve bom aproveitamento no ataque e isso fez com que as cubanas crescessem e dominassem o marcador. Além disso, o bloqueio de Cuba também conseguiu parar os ataques brasileiros e vitória caribenha: 25/19.
Foi o primeiro tie-break que o Brasil jogou no Grand Prix. E as brasileiras começaram bem. Com Fabiana e Érika bem no ataque, a seleção abriu no marcador e marcou 6/2. No entanto, as cubanas reagiram, forçaram, mais uma vez, o saque, dificultaram a recepção brasileira e empataram em 10/10.
O Brasil sentiu o crescimento das adversárias e não conseguiu melhorar a qualidade do passe. Com isso, Cuba virou e marcou 15/12, quebrando assim a invencibilidade da equipe verde-amarela.