08 de julho de 2026
Bairros

Conselho de Usuários reprova peruas

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente do Conselho dos Usuários do Transporte Coletivo, Rubens Roberto Rodrigues de Souza, disse ontem ao JC que é contra a atuação das vans no sistema de transporte coletivo em Bauru. Para ele, o atual sistema, operado por três empresas de ônibus, atende a demanda de passageiros.

Por isso, Souza acha que não há necessidade das vans. “Atualmente, a atuaçao das vans é ilegal. E acho que a atividade não deve ser regulamentada somente porque existe um grupo solicitando. Isso poderia ocorrer se as políticas públicas do transporte tivessem apontado a necessidade de incluir mais uma forma de transporte. Os ônibus estão atendendo bem a demanda”, diz.

Com aproximadamente 330 mil habitantes, Bauru conta com três empresas que dispõem de uma frota de 234 ônibus. Além do transporte coletivo em ônibus, são regulamentadas as atividades de táxi, mototáxi e transporte de escolares dentro das exigências da legislação municipal.

A legalização ou não das vans, na opinião de Souza, também não deve ser discutida nesta época por se tratar de véspera de eleição. “Eles (os donos das vans) estão aproveitando o momento político, o que nós do conselho não concordamos”, frisa.

Na avaliação do presidente do Conselho de Usuários, se as vans foram legalizadas, vão dividir passageiros com os ônibus. A conseqüência, projeta, poderá ser um aumento do déficit da Câmara de Compensação Tarifária e reajuste da tarifa de ônibus.

Ele afirma que o conselho trabalha visando melhorar o atual sistema de transporte coletivo e adoção de vans não está nos planos do órgão. “Nos últimos anos tivemos ganhos como o transporte gratuito em vans para deficientes e a implatação de microônibus em algumas linhas. E é preciso melhorar mais. A cidade deveria unir-se para pressionar os governos federal e estadual para reduzir impostos que incidem sobre o transporte, para termos redução das tarifas, não ficar discutindo a inclusão de vans”, completa.