10 de julho de 2026
Esportes

Vôlei: Brasil decide futuro no Grand Prix

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Reggio Calabria - Vencer ou vencer. Não resta outra opção hoje para a Seleção Brasileira na partida contra a Alemanha, às 12h (de Brasília), pelo Grand Prix Feminino de Vôlei, em Reggio Calabria, na Itália.

Depois de sofrer a primeira derrota na competição, anteontem, para Cuba por 3 sets a 2, as brasileiras só avançam com vitória hoje. As adversárias estão na mesma situação, já que ontem também foram derrotadas pelas cubanas, por 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/21 e 25/21.

A derrota para as cubanas serviu de lição para o Brasil. Ontem pela manhã, o time se reuniu para analisar os números do jogo contra Cuba e, com isso, verificar os erros e buscar soluções. “Uma derrota como essa é sempre muito dura. Espero que o time aprenda com as falhas e que o resultado negativo sirva de lição”, diz o técnico Zé Roberto.

Para o treinador, a derrota também serviu para mostrar o equilíbrio entre as forças da atualidade do voleibol mundial. “Vimos que não existem favoritos. Não podemos dizer que um time é invencível e que já é quase certo deste ganhar a medalha de ouro em Atenas. A Itália também estreou com derrota. Jogando em casa, não teve uma boa atuação e perdeu para a China”, ressaltou o treinador.

Por outro lado, não tem como negar que a derrota diante das cubanas abalou um pouco o grupo de jogadoras. No entanto, a palavra de ordem ontem era recuperação. “É claro que um resultado negativo mexe um pouco com a equipe, ainda mais da maneira como ele veio. Estávamos vencendo o tiebreak, com uma boa vantagem, e não conseguimos fechar a partida. Mas isso já faz parte do passado. Temos que aprender com as nossas falhas”, comentou a meio-de-rede Valeskinha.

“No jogo contra Cuba pecamos em momentos decisivos e erramos mais do que o normal. Agora, é bola para frente. Teremos que sacar melhor e caprichar mais nos contra-ataques. A altura e a força do bloqueio são as principais característica das alemãs. O segredo para vencê-las será neutralizar a principal jogadora delas: a Grün”, analisou a ponteira Virna.

“A derrota para Cuba serve de lição. Foi até bom acontecer num momento que podia acontecer. Nos Jogos Olímpicos, não poderemos repetir aquela atuação. Quanto à Alemanha, é uma equipe que não tem nada a perder. É uma seleção que está entrando agora no cenário do voleibol internacional e jogará toda a responsabilidade da vitória para nós”, declarou Fernanda Venturini, levantadora e capitã do Brasil.

As alemãs terminaram a etapa inicial na sexta colocação e só asseguraram a última vaga para as finais na última rodada. É a seleção mais alta entre as seis finalistas, com média de 1,86m. O Brasil tem o índice de 1,82m e não deverá sofrer modificações para a partida. Assim, deverá começar jogando com a seguinte formação: Fernanda Venturini, Mari, Virna, Érika, Valeskinha, Fabiana e Arlene.

Ontem, a Seleção dos EUA se garantiu nas semifinais, ao bater a China por 3 sets a 0 (25/23, 25/18 e 25/20), pela segunda rodada do grupo A. Hoje, as norte-americanas enfrentam a Itália, que precisa da vitória. Se os EUA vencerem, a China ficará com a segunda vaga.