10 de julho de 2026
Regional

Escultor de presépio de Jaú associa arte sacra à terapia

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Jorge Luiz da Silva, 52 anos, assistente social aposentado, começou moldar presépios em cera quando ainda era criança, levado pelas mãos do avô, um italiano que fazia obras religiosas em argila e madeira.

A arte sacra o encantou e hoje ele ensina como fazer. Além dos presépios, ele faz obras decorativas. “A argila, a matéria-prima, eu compro aqui, mas ela vem de Barra Bonita”, explica.

Católico fervoroso, Silva acha que a arte sacra é, antes de tudo, uma terapia. “São momentos em que me desligo da situação real para me dedicar à obra. No Mosteiro de Torrinha tem uma imagem confeccionada por mim e na Igreja de São João Batista, daqui de Jaú, também.”

Para o artista, a peça, a imagem não deve ser usada para idolatria. “A igreja condena e eu também. Eu acho que a imagem é uma forma de expressão.”

Origem

Ao lado do pinheirinho e dos presentes, o presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal. A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. Porém, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo.

Os cristãos já celebravam a memória do nascimento de Jesus desde finais do séc. III, mas a tradição do presépio, na sua forma atual, tem as suas origens no século XVI. Antes dessa época, o nascimento e a adoração ao Menino Jesus eram representadas de outras maneiras. As primeiras imagens do que hoje conhecemos como presépio de natal foram criadas em mosaicos no interior de igrejas e templos no século VI e, no século seguinte, a primeira réplica da gruta no Ocidente foi construída em Roma.