10 de julho de 2026
Geral

Tecnologia agiliza investigação policial

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Assim como os agentes de filmes e séries policiais, a Polícia Civil de São Paulo já conta com equipamentos modernos e tecnologias que auxiliam e dão velocidade aos trabalhos de investigação de crimes. O último passo anunciado para a modernização dos trabalhos é a informatização dos bancos de dados da instituição e a conseqüente interligação de todas as unidades da polícia, a exemplo da maioria das empresas e instituições em operação no século 21.

A iniciativa deve ser implantada em Bauru em até dois meses, e no Estado todo até o final do próximo ano. O banco de dados informatizado em conjunto com outros projetos, que vem sendo chamado de Infocrim, vai permitir maior troca de informações entre as delegacias e até mesmo facilitar a identificação de suspeitos. Nesta semana, o diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol), Massilon José Bernardes Filho, esteve em Bauru para uma reunião com delegados de toda a região e também participou da explicação do Programa de Modernização Tecnológica da polícia.

De acordo com Bernardes Filho, os bancos de dados da Polícia Civil atualmente são dispersos e com acesso limitado. “As fotos e fichas de criminosos estão dispersas, mas tudo vai entrar em um sistema com acesso de toda a polícia. Os policiais terão melhor condição de trabalho e isso se refletirá como melhor serviço prestado à população”, aponta.

O titular da assistência policial da Divisão de Tecnologia de Informação do Dipol, André Dahmer, afirma que uma das primeiras mudanças será a implantação dos Registros Digitais de Ocorrência (RDO), que vão substituir os boletins de ocorrência em papel. Atualmente, os RDOs já são usados em algumas unidades da Capital, em Santos e Campinas, e a intenção do Dipol é estender sua instalação para Bauru, São José dos Campos, Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Grande São Paulo até setembro.

Além do RDO, faz parte também do programa de modernização o Inquérito Policial Informatizado (IPI). “O IPI melhora a questão da informação nos inquéritos, aperfeiçoa o acompanhamento dos casos e ainda vai disponibilizar os dados das pessoas registradas para as atividades do Departamento de Inteligência”, diz Dahmer.

O programa de modernização ainda conta com dois projetos, Phoenix e Omega, que serão implantados com a interligação da rede da Polícia Civil. De acordo com Dahmer, o projeto Phoenix inclui um sistema de identificação criminal inovador que coleta, além de fotos e impressões digitais, dados de voz e faz comparações com registros policiais do banco de dados. O sistema ainda elabora retratos falados com grande precisão, também utilizando dados de indivíduos fichados pela polícia.

O projeto Omega, de acordo com Dahmer, é a implantação de um sistema de inteligência artificial aplicada à investigação. “Esse recurso vai possibilitar o cruzamento de informações dos dados policiais e análise de texto não estruturado. Por exemplo, ele vai conseguir definir, em uma busca, que termos como ‘golpe na nuca’ e ‘agressão na cabeça’ são semelhantes, restringindo os resultados e agilizando a investigação”, explica.