10 de julho de 2026
Articulistas

Nosso Feliz Ano Novo


| Tempo de leitura: 3 min

Para muitos, os anos que passam apenas tornam as coisas mais velhas, obsoletas, desgastadas. Para outros, o tempo acrescenta histórias, cria raízes, consolida tradições e, por incrível que pareça, renova, fortalece convicções e estimula novos desafios.

Corre pela Internet um e-mail em que o autor nos lembra que todos os dias, num “banco do tempo”, recebemos juntamente com todos os nossos semelhantes um depósito de 24 horas, que convertidos totalizam 1.440 minutos ou se preferirmos 86.400 segundos. Esse crédito é colocado em nossa conta, diariamente a zero hora e zerado novamente 24 horas depois, quando é feito um novo crédito. Quer dizer, façamos por merecer ou não, todos os dias em que vivemos nessa dimensão de tempo e espaço recebemos esse crédito e temos a liberdade de escolher como usá-lo. Essa liberdade de escolher o que fazer com o tempo que temos é tão mágica como o fato de termos o tempo e poder usá-lo.

Aqui no jornal, todos os dias, temos exatamente 24 horas para colocar em suas mãos o que há de mais importante e interessante em nosso mundo, tanto no mundo da metrópole de milhões de habitantes, onde se decide, por exemplo, o preço do petróleo, ou qual será a próxima guerra do mundo, quanto na esquina do nosso bairro, a poucos metros, onde fica a padaria que produz o pãozinho do café da manhã que pode custar mais caro ou não em função das decisões tomadas na metrópole distante; ou estar gostoso ou não dependendo do humor do padeiro, que pode estar “pê da vida” porque o time dele perdeu na noite de ontem, no resultado que você também confere nas primeiras horas em nossas páginas.

Esse é um novo mundo verdadeiramente fantástico, onde a comunicação e o seu conteúdo, a informação, chegam simultaneamente aos lugares mais distantes, podendo, graças à tecnologia, chegar mais rapidamente a milhares de quilômetros do que a poucos metros se não tiver um meio efetivo disponível.

Mas já não nos basta mais apenas a comunicação, nem tampouco a informação, assim como apenas saber das coisas, ver os problemas escancarados, as mazelas denunciadas, isso já não é suficiente para resolver os seus problemas nem tornar o mundo melhor.

Para melhorar as coisas, em primeiro lugar, é necessário desejar fazê-lo. Em segundo lugar, buscar, apontar, discutir e participar das ações transformadoras em todos os âmbitos da atividade humana, especialmente onde temos poder imediato de atuação e interferência, que é a nossa comunidade, nossa cidade, nossa região, no mundo em que vivemos o nosso cotidiano.

É nesse palco de operações, no universo da nossa realidade mais próxima, que efetivamente criamos as condições de transformações, baseados no conhecimento acumulado, nas informações contemporâneas e na capacidade de visualizar caminhos e resultados.

Nesse contexto, continuamos a ser um veículo de comunicação, trabalhamos com informação, mas antes e mais do que tudo, hoje temos consciência de que, ao completar 37 anos de atividade, o JC, jornal que deu início às atividades do Grupo Cidade, é hoje um meio a serviço do bem-estar, ou seja , trabalhamos no que trabalhamos porque acreditamos que podemos transformar as coisas para melhor. Com a melhor tecnologia disponível, atuação na grande região central do Estado de São Paulo, Bauru, São Carlos e Araraquara; na região de Ribeirão Preto e na Capital, com investimentos permanentes em recursos humanos, valorização de talentos e a firme convicção de que podemos ajudar a fazer a diferença para melhor, estamos, mais do que nunca, investindo não apenas em um negócio, mas em uma crença, em uma missão.

E, como todo ano novo deve chegar com muitas novidades, hoje, dia primeiro do nosso trigésimo sétimo ano, renovamos nosso compromisso de colocar em suas mãos, todos os dias, o melhor jornal do nosso mundo, já com surpresas para muito breve. Continue com a gente na construção e na comemoração desse nosso Feliz Ano Novo. Confira a cada nova edição. (O autor, Renato Delicato Zaiden, é publicitário e diretor do Grupo Cidade)