Eleito ontem presidente da Comissão de Economia e Finanças da Câmara Municipal de Bauru, o vereador Milton Dota Jr. (PTB) garantiu que a definição dos valores dos subsídios dos parlamentares, prefeito, vice e secretários para a legislatura 2005-2008 será debatida com os segmentos organizados da sociedade através de reuniões públicas. A comissão será a responsável pela elaboração do projeto que apontará os valores dos vencimentos dos agentes públicos.
A declaração do petebista foi feita logo após a indicação de José Humberto Santana (PTB) para ocupar a vaga do vereador Paulo Agustinho (PPS), que deixou de ser membro da comissão, da qual era presidente, devido à polêmica criada em torno da questão dos subsídios. Dota Jr. foi eleito por unanimidade entre os demais integrantes do grupo, formado por Faria Neto (PDT), João Parreira (PSDB) e José Eduardo Ávila (PP).
“É minha intenção fazer uma ampla consulta popular em relação a esse tema. Não quero atrasar (a definição do valor do subsídio), mas também não quero, junto com os demais membros, tomar nenhuma decisão precipitada. Será uma decisão colegiada, de toda a comissão”, garante.
O parlamentar diz que não pode ser descartada a apresentação de um projeto de iniciativa popular. “Ou com subsídios que embasem a Comissão de Economia e Fianças com elementos suficientes que apontem o real pensamento da população sobre o assunto”, explica.
Os vereadores ainda conseguiram chegar a um entendimento sobre o período em que o projeto deve ser votado. Um grupo defende que a proposta seja discutida e votada pelo plenário antes das eleições de 3 de outubro. Mas há também parlamentares - a maioria - que articulam para que o projeto seja apreciado após as eleições municipais.
Dota Jr. acredita que essa definição também sairá das audiências públicas. Sobre os valores dos subsídios sugeridos pelos vereador Toninho Garmes (PSDB) - vereador, de R$ 3.600,00 para R$ 1.800,00; prefeito, de R$ 11 mil para R$ 8 mil; vice, de R$ 3.900,00 para R$ 300,00; e secretários, de R$ 3.900,00 para R$ 3 mil -, o novo presidente da comissão preferiu afirmar que trata-se de uma “posição pessoal” do tucano que será avaliada.