Das 100 lixeiras instaladas em setembro do ano passado pela Prefeitura de Bauru em ruas e praças públicas da cidade, 25 já estão danificadas. A informação é da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), que realizou um levantamento a pedido do JC.
As lixeiras estão distribuídas nas avenidas Rodrigues Alves e Getúlio Vargas, Parque Vitória Régia e praças Rui Barbosa, Cerejeiras, Portugal e do Líbano. Os equipamentos foram instalados pela Semma e Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) em pontos de grande fluxo de pessoas.
Na ocasião, a Semma, já prevendo a possibilidade de atos de vandalismo, optou por equipamentos confeccionados em aço galvanizado, considerados mais resistentes e duráveis do que outros modelos de lixeiras. Cada unidade custou aos cofres públicos cerca de R$ 120,00.
Mesmo com o material mais resistente, o titular da Semma, Kazumi Kobayashi, afirma que algumas lixeiras já foram inutilizadas por atos de vandalismo. “O pouco que a gente coloca o pessoal destrói”, conclui o secretário, que não soube precisar o número de equipamentos que não apresentam mais condições de uso.
Apenas entre as quadras 4 e 5 da avenida Rodrigues Alves, o JC constatou que três equipamentos foram furtados. A comerciante Valderez Beloni Silva, que trabalha na quadra 5 da avenida, afirma que depois que a lixeira instalada em frente à sua loja foi levada, o lixo passou novamente ficar acumulado na calçada.
“Enquanto ela estava aqui, estava sendo muito bem usada. Os usuários do ponto de ônibus, principalmente, evitavam jogar o lixo na rua. Depois que a arrancaram, as pessoas começaram a jogar o lixo na porta da loja. Agora o lixão está sendo aqui”, afirma a comerciante, protestando contra os atos vandalismo.
Segundo levantamento realizada pela Semma, a maior parte dos danos provocados até agora atinge as lixeiras instaladas na avenida Getúlio Vargas. No total, de 20 equipamentos, 12 estão amassados. Um deles, que foi atingido por um tiro, atualmente está inutilizado. “Vemos que nessa parte mais nobre, como a Getúlio Vargas, tem acontecido vários atos de vandalismo”, diz Kobayashi. “Esse é um tipo de revolta que não conseguimos entender”, completa o diretor da Divisão de Praças e Áreas Verdes da Semma, Ronaldo Franco Costa.
Depois da Getúlio Vargas, no ranking do vandalismo, aparece a avenida Rodrigues Alves, com quatro lixeiras amassadas, três furtadas e uma queimada. O dano ao patrimônio público é considerado crime, de acordo com o artigo 163 do Código Penal. A pena prevista é de seis meses a três anos de detenção.
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Ampliação
O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Kazumi Kobayahi, afirma que há intenção da prefeitura de ampliar o número de lixeiras existentes na cidade. Entretanto, a administração municipal não quer arcar com esse custo.
Por isso, foi aberto no mês passado um processo de licitação para as empresas interessadas em implantar lixeiras em troca da exploração de publicidade nesses equipamentos.
“A prefeitura não vai pagar por essas lixeiras. As lixeiras serão pagas com a publicidade que elas vão vender. (...) A empresa vai instalar as lixeiras em troca da venda da publicidade no corpo da própria lixeira”, explica o secretário.
Kazumi afirma que a prefeitura está exigindo a instalação de pelos menos 100 lixeiras no prazo de um ano. “Quem oferecer mais, será o vencedor da licitação”, diz.
Além de arcar com as despesas de instalação dos equipamentos, a empresa vencedora será responsável pela manutenção. A abertura dos envelopes e a divulgação da empresa vencedora será no próximo dia 27.