08 de julho de 2026
Bairros

Região central tem maior demanda

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 1 min

De acordo com o chefe do Setor de Varrição da Emdurb, Odair Francisco dos Santos, o número de lixeiras existentes hoje na cidade está muito aquém da demanda. Santos defende a necessidade de instalação de novos equipamentos, especialmente em ruas centrais da cidade, como a 1.º de Agosto e Ezequiel Ramos. “O número de equipamentos hoje é insuficiente”, diz.

O titular da Semma, Kazumi Kobayashi, também reconhece essa necessidade e afirma que o acúmulo de lixo pelas ruas diminuiu significativamente nos pontos onde as lixeiras foram instaladas. “Onde existem as lixeiras, elas têm sido utilizadas. Na Getúlio Vargas, por exemplo, a quantidade de lixo pelo chão diminuiu bastante”, descreve.

Essa também foi a impressão do advogado Alexandre Nogueira Ribeiro, que caminha diariamente pela avenida. Ele afirma que a medida tornou o trecho mais limpo e, por isso, cobra do poder público a instalação de lixeiras em outros pontos da cidade. “Falta instalar lixeiras em outras partes. Às vezes você quer jogar uma coisa no lixo e não tem lixeira”, diz.

A cozinheira Rosângela Diogo, que aguardava um ônibus na avenida Rodrigues Alves, conhece bem essa situação. Ela diz que não são raras às vezes em que é obrigada a levar o lixo para a casa em uma sacola, por falta de alternativa. “Quando eu não encontro lixeira, eu coloco numa sacolinha e jogo em casa”, conta. “Eu acho que (a cidade) está muita suja”, protesta. Na opinião do chefe do setor de varrição da Emdurb, o problema do acúmulo de lixos na rua também está relacionado à postura da população.

A diarista Conceição Aparecida de Souza, que sempre passa pela avenida Rodrigues Alves, também aponta a postura da população como um problema e afirma que já flagrou diversas vezes pessoas jogando lixo pela rua.