Sua história vem da época dos bandeirantes. Os paulistas que saíram de São Paulo e do Interior paulista em busca de ouro e pedras preciosas nas “ minas gerais”.
Os desbravadores acabaram encontrando outras riquezas naturais e fundaram o povoado de Curral Del-Rey, no início do século 18.Até então, a Capital era Ouro Preto, berço da história do Brasil e declarada pela Unesco Patrimônio da Humanidade. A mudança do governo da antiga Vila Rica para Belô selou a ruptura do velho regime monárquico e a esperança republicana.
Hoje, a modernidade está em seus prédios, em suas ruas. Belo Horizonte foi oficialmente inaugurada em 12 de dezembro de 1897 e hoje é uma das maiores cidades brasileiras, com todos os requisitos de uma grande metrópole.
Pela excelente qualidade de vida, já foi escolhida como a “melhor metrópole com melhor qualidade de vida da América Latina” pela Population Crisis Committee, organismo da ONU.
Um giro a pé pela cidade é suficiente para se descobrir o porquê da escolha. Belo Horizonte é repleta de conjuntos arquitetônicos, mostrando construções de diferentes estilos que se incorporaram à sua paisagem urbana.
O Conjunto Paisagístico e Arquitetônico da Praça da Liberdade, construído na época da fundação da nova Capital, reúne uma síntese desses estilos. Em volta da praça, convivem desde os prédios das secretarias públicas e o Palácio do Governo com a arquitetura eclética e elementos neoclássicos da década de 20, o “art déco” com revestimento em pó de pedra do Palácio Cristo Rei, o estilo moderno do edifício residencial Niemeyer e até mesmo o pós-moderno do Centro Turístico Tancredo Neves.
Ao redor dos prédios, o verde é exuberante, como provam a alameda das palmeiras imperiais e os jardins com o coreto e fonte luminosa que fazem do espaço da Liberdade um dos mais agradáveis pontos de encontro da cidade.
Outro marco arquitetônico fica por conta do Conjunto da Pampulha, projetado na década de 40, às margens da lagoa artificial, também por Oscar Niemeyer.
Composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube, o conjunto apresenta formas arredondadas e estilo arrojado.
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Quitandas, feiras e o mercadão
Falar em Minas Gerais é citar suas quitandas, suas feiras livres, seu mercado repleto de queijos, salames, lingüiças e cachaças premiadas.
O Mercado Central é um lugar imperdível para quem se interessa pelo fruto da terra. Lá, encontram-se à venda hortifrutigranjeiros, os mais variados produtos alimentícios, ervas, raízes medicinais e artigos da crendice popular.
É também o tradicional ponto de encontro dos que apreciam uma boa cerveja gelada, cachaças de gostos variados e os famosos tira-gostos mineiros.
Visitas às quitandas (lá em Minas elas não têm o mesmo significado que em São Paulo; simbolizam padarias caseiras, onde podem ser encontradas as melhores broas, bolos, sequilhos e outros quitutes produzidos pelas mãos ágeis das doceiras mineiras), à Feira de Arte e Artesanato, à Feira de Flores e Plantas Naturais e à Feira de Comidas e Bebidas Típicas e Antigüidades, também não podem ser descartadas.
Às sextas-feiras, realiza-se a Feira de Flores e Plantas Naturais, que oferece em quarteirão fechado da avenida Bernardo Monteiro, embaixo da sombra de árvores seculares, toda a diversidade da floral tropical e exemplares do resto do mundo.
Aos sábados, o “quente” é a feira realizada na avenida Afonso Pena que une um festival gastronômico a uma variedade de relíquia para colecionadores e no domingo, a Feira de Arte e Artesanato, também na avenida Afonso Pena, considerada a maior em espaço aberto da América Latina. Nela, podem ser encontrados exemplares do rico artesanato produzido em Minas Gerais, que passa por imagens sacras.
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Rumo à serra
A Serra do Cipó é o destino dos belo-horizontinos nos finais de semana
Minas não tem mar, mas não é preciso. Tem outras belezas naturais, caso da Serra do Cipó, distante apenas 100 quilômetros de Belo Horizonte, caminho dos bandeirantes rumo ao então Arraial do Tejuco, hoje batizado de Diamantina.
Quatro municípios fazem parte da serra que tem, entre outros atrativos, cachoeiras, cavernas, muito verde e ar puro das montanhas.
Por conta disso, 61 roteiros de um dia podem ser feitos pelos visitantes que chegam de todas as partes e se unem aos moradores da região nas incursões. São passeios de todo tipo: de caiaque, a pé, a cavalo, de barco e outros.
Os pontos mais visitados são as cachoeiras Véu de Noiva, da Caverna, da Capivara, a Grande e das Andorinhas, o Cânion das Bandeirinhas, a travessia Lapinha-Tabuleiro, o Pico do Breu e o Posto do Soberbo.
Os pacotes para os passeios podem ser comprados em Belo Horizonte ou no município de Cipó, em agências especializadas em ecoturismo como a Cipó Aventura. O preço varia de acordo com o passeio, a durabilidade e a dificuldade em atingir o ponto chave.
Para qualquer roteiro, a presença de guias especializados é fundamental, já que a serra é repleta de enormes cachoeiras, fauna e flora diversificada e penhascos monumentais.