11 de julho de 2026
Política

Akira, 75 anos, se sente rejuvenescido na política

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

Akira Kawasaki é um descendente de japonês cuja idade, 75 anos, acumula a experiência do dia-a-dia da política dos últimos 50 anos. Ele é o mais velho candidato a vereador na eleição deste ano. Disputa uma cadeira à Câmara Municipal pelo PFL. Sua primeira incursão ao mundo político foi em 1958, quando tentou uma cadeira ao Poder Legislativo. Não conseguiu seu objetivo, mas a “mosca azul” já o havia picado.

Em 1968, Akira estava de volta à seara política, desta vez ao lado do então prefeito Acides Franciscato, de quem foi assessor. Quatro anos depois, em 1972, se elegeu à Câmara pela antiga Aliança Renovadora Nacional (Arena). Bauru escolheu Edmundo Coube para ser prefeito naquele mesmo ano.

Em 1976, trabalhou na campanha que levou Osvaldo Sbeghen à prefeitura. Depois, em 1982, retornou ao Legislativo. Mas sempre colaborou de forma direta com o então deputado federal Alcides Franciscato. “Vivi uma época de ouro na política. As verbas chegavam a fundo perdido para a construção do Terminal Rodoviário, da avenida Nações Unidas”, lembra.

Akira observa, porém, que havia entrosamento político entre as lideranças da cidade. E mais: a persistência em buscar verbas. “O Franciscato sabia aonde os ministros estariam para cumprir agenda. E lá estávamos nós, de pasta na mão. Um dia um dos ministros, ao liberar uma verba numa cidade do Interior de São Paulo, falou que Bauru estava muito bem servida pelo deputado Alcides Franciscato porque ele era uma pessoa persistente, que não desistia facilmente de seus objetivos”, conta.

Recentemente, o pefelista criou polêmica na cidade ao propor que os vereadores recebam uma ajuda de custo de três salários mínimos contra os atuais R$ 4 mil de subsídios. Uma de suas bandeiras é a articulação política para trazer o ramal do gasoduto Bolívia-Brasil a Bauru.