Desde a faculdade, os alunos de medicina costumam ouvir dos professores que o parto normal é sempre a melhor opção para o nascimento de uma criança. A professora Vera Therezinha Medeiros Borges, docente da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é defensora do parto normal e ressalta que o procedimento é recomendado pelo Ministério da Saúde.
“Tem menos risco de infecção, menos chance de mortalidade materna e menos sangramento para a mãe. A recuperação é mais rápida e em 24 horas a paciente pode ir para casa, pode andar e cuidar do bebê”, completa a professora de obstetrícia.
Ela aponta que o bebê também é favorecido no parto natural, porque tem maior eliminação do líquido amniótico do pulmão durante a passagem pelo canal do parto. “Quando a criança nasce de cesárea, corre o risco de não eliminar todo o líquido e ter o pulmão úmido, o que causa grande desconforto.”
No entanto, Vera pondera que a cesárea sempre é indicada quando o bebê entra em sofrimento ainda dentro da barriga da mãe. “Apesar de não ser consenso, a cesárea também é indicada quando o nenê está sentado – e não na posição correta”, diz.
O obstetra Alberto Braud Sanches ressalta ainda a importância da cirurgia em casos de gestantes com hipertensão arterial ou histórico de cesáreas anteriores. “Em casos médicos, a cirurgia é a melhor opção para a segurança da mãe e da criança”, alerta.