10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Cai o preço do arroz, feijão e farinha

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

A redução de impostos anunciada pelo governo federal no final da semana passada já pode, na prática, ser observada pelo consumidor final nos supermercados. E o melhor: em três itens essenciais da cesta básica do brasileiro, sendo feijão, arroz e farinha de mandioca. Em Bauru, três grandes redes supermercadistas já confirmaram a redução dos preços.

Segundo estimativa feita ontem pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Ailton Fornari, a redução média para esses três produtos deve ficar entre 6% e 8%. Além disso, o empresário avalia que as taxas de inflação para o total da economia também devem sofrer uma pequena queda.

Além da isenção da cobrança do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre produtos da cesta básica, o pacote anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda inclui a redução do Imposto de Renda sobre ganhos com investimentos em ações, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de máquinas e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre seguros de vida, entre outros.

O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sussumu Honda, observa que os momentos de compra diferem entre os estabelecimentos, mas que à medida em que forem negociando, os supermercados vão pressionar mais os fornecedores para que todos façam o repasse da isenção.

Em uma das redes que atuam em Bauru, com sete lojas ao todo, a informação da assessoria de imprensa é de que o repasse aos preços no varejo são exatamente nos mesmos índices da redução dos impostos: 11% no preço do feijão, 6,5% no preço do arroz e 10% na farinha de mandioca.

Em outra rede, com três unidades na cidade, o diretor-presidente, Jad Zogheib, confirma reduções já repassadas aos preços dos produtos e lembra, juntamente com Sussumu Honda, que essa vitória junto ao governo é uma reivindicação antiga do setor para desonerar a cadeia produtiva e beneficiar o consumidor final.

“Acho que o governo federal deu o primeiro passo, que pode ser seguido e ampliado pelos governos estaduais. O Brasil é um dos únicos países do mundo em que a incidência tributária sobre os alimentos é tão alta, acima de 20% na média. Isso é muito para a população e para o próprio País. Se somado ao PIS e à Cofins também ocorresse a redução do ICMS, poderíamos ter uma redução conjugada em torno de 20% na incidência de impostos”, observa Honda.

Zogheib, que é diretor regional da Apas, acrescenta que a medida é, de fato, benéfica para o consumidor final porque gera um impacto sobre toda a cadeia envolvida neste processo, a começar pelos produtores, passando pelos fornecedores.

“Os preços de produtos como arroz e feijão, por exemplo, já haviam sofrido antes uma pequena redução, porque a concorrência no segmento de itens básicos é bastante acirrada. Agora, o consumidor já pode economizar ainda mais na compra desses três produtos e, quem sabe, direcionar esse dinheiro para outras aquisições também importantes. Esperamos que isso também ocorra com outros produtos para que se promova justiça tributária”, assinala.

Em outra rede de supermercados que atua em Bauru, a informação também é de que as reduções já foram repassadas ao preço final dos produtos, sem informar os percentuais.

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Posse

Atuando há seis anos como diretor regional da Associação Paulista de Supermercados (Apas), o empresário Jad Zogheib foi escolhido para assumir a vice-presidência de Segurança Alimentar da entidade. A cerimônia oficial que marcará sua posse no novo cargo e a transferência da diretoria regional ainda não tem data marcada.

De acordo com Zogheib, o empresário que assumirá a posição ocupada por ele já há três mandatos na Apas é de Bauru, mas o nome ainda não foi revelado. A cerimônia de posse da nova diretoria contará com a presença do presidente da Apas, Sussumu Honda.

A diretoria regional da entidade inclui mais de 50 municípios num raio de até 100 km de Bauru.