O nosso País, que tem dimensões continentais, é, na minha opinião, apesar de todas as dificuldades já enfrentadas, um país de futuro promissor. Temos aqui um povo maravilhoso, trabalhador, honesto e muito versátil. Temos ainda características dadas pela natureza que são insuperáveis frente a outros países do mundo. A nossa hidrografia é abundante, nossas terras muito férteis, nosso clima excelente, fazendo com que aqui se produza de tudo e, ainda, várias vezes no mesmo ano.
Vemos neste momento sinais positivos de nossa economia, o que é importante para que o País resgate sua dívida social que é muito alta. Atuar na melhoria de nosso comércio exterior, creio, tem sido fundamental para trazer desenvolvimento ao Brasil, pois, abrindo novos mercados e exportando mais estamos gerando riquezas aqui mesmo em nosso País. É importante também ressaltar que a estabilidade de nossa economia é fator altamente positivo para que ela cresça de forma sustentada.
Com a economia em crescimento e estável, teremos mais emprego, mais estabilidade social e o governo poderá arrecadar mais impostos, sem aumentar a carga tributária, que, convenhamos, já está elevada demais, e, com esses recursos, investir em setores, que diria são fundamentais e estratégicos para que possamos projetar um futuro melhor.
O que fazer então? Sem querer falar do óbvio, creio que nos falta principalmente investir na educação. Quando falo aqui em educação refiro-me a uma questão mais abrangente que envolve também cultura e formação familiar. Não podemos dizer que investir em educação é tão somente construir escolas ou quadras esportivas, muito pelo contrário. Investir em educação é ter professores bem remunerados e capacitados, e assim termos um nível de ensino elevado, independente até mesmo se esse ensinamento será ministrado em uma luxuosa escola ou não. Investir na educação é, portanto, cuidar de seres humanos, professores, funcionários, alunos e familiares e não apenas de prédio ou de coisas físicas.
Já avançamos um pouco nessa área, mas é preciso ainda mais. A criação do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), por exemplo, foi um passo positivo, embora vemos entristecidos em vários municípios brasileiros pipocarem casos de corrupção e desvio desse dinheiro, que na minha opinião devem ser punidos com rigor ainda maior, pois desviar dinheiro da educação é comprometer o futuro das novas gerações e isso é imperdoável.
Um povo com educação e cultura será um povo que saberá cobrar mais os seus direitos de cidadão. Não se deixará levar por demagogias baratas de época eleitoral. Terá consciência que para escolher seus governantes é preciso muita reflexão e não apenas se deixar levar por promessas que não serão cumpridas, principalmente se aquele que está prometendo já mostrou não cumprir o que promete.
Sei que o que proponho é quase uma revolução, mas ao mesmo tempo acredito que é o que mais precisamos. Não devemos desistir de uma luta por achá-la difícil. Ao contrário, as dificuldades devem ser fator de estímulo para podermos continuar sempre lutando e sonhando com um futuro melhor.
O autor, Milton Monti, é deputado federal.