O ministro da Agricultura e Abastecimento, Roberto Rodrigues, afirmou ontem em Agudos (18 quilômetros a sudeste de Bauru) que o governo está investindo mais de R$ 7 bilhões no desenvolvimento da agricultura familiar. Ele visitou a II Feira Estadual da Agricultura Familiar e do Trabalho Rural (Agrifam), que teve início sexta-feira e termina hoje, na sede do Instituto Técnico e Educacional para Trabalhadores Rurais do Estado de São Paulo (Itetresp).
“Temos multiplicado, anos após ano, os recursos financeiros para créditos de custeio e de investimento, priorizando a agricultura familiar. Neste ano os recursos são superiores a R$ 7 bilhões”, confirma Rodrigues. “Estamos convencidos de que a agricultura familiar é um braço fundamental de todo o agronegócio brasileiro”, enfatiza.
Responsável por cerca de 42% das exportações no Brasil, a agricultura é um dos setores da economia de maior evolução no País, aponta o ministro. “O que a agricultura está fazendo hoje é invejado no mundo inteiro. O Brasil está exportando mais e reduzindo as importações. Quando isso acontece, estamos tirando mercado de outros países. A grande disputa que o Brasil tem hoje é ser cada vez mais competitivo com os produtos da agricultura, pecuária e agronegócio”, destaca.
Para incentivar o desenvolvimento, principalmente no setor da agricultura familiar, Rodrigues defende dois pontos: o investimento em tecnologia e a ampliação de associações e cooperativas de pequenos agricultores. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que a Embrapa dê atenção especial aos pequenos produtores rurais através da geração de programas de desenvolvimento tecnológico.
“A Embrapa tem hoje, no Brasil inteiro, setores específicos para geração de novos padrões tecnológicos para agricultura familiar”, aponta. Entretanto, o problema é como levar assistência tecnológica aos produtores rurais. “Não há alternativa para isso que não seja através de associações”, explica o ministro. “A cooperativa não é uma ação imposta pelo governo, é um movimento que precisa ser feito de baixo para cima”, ressalta.
No Estado de São Paulo, a assistência técnica que garante a qualidade do trabalho no campo é realizada pela Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado. O serviço orienta os pequenos produtores sobre atividades de implantação e desenvolvimento de culturas e pastagens, armazenamento e comercialização de produtos, criação de animais e introdução de novas tecnologias, entre outras ações.