Quando a crise do ano 2000 foi anunciada, o corpo clínico do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) apresentou à Secretaria Municipal e Saúde um ofício com 20 reivindicações. Na época, o documento foi assinado por 86 profissionais.
Os médicos pediam contratação urgente para preencher o quadro deficitário, plantão policial nas unidades, treinamento de pessoal para receber os usuários, que as unidades descentralizadas fossem dotadas dos equipamentos e materiais preconizados por lei, estoque atualizado de medicamentos, acesso aos procedimentos diagnósticos e agilidade nos exames solicitados.
Também pediam cursos para reciclagem e aperfeiçoamento do corpo clínico, adequação das áreas físicas das unidades para atender à “crescente e explosiva demanda”, apuração de todas as suspeitas de irregularidade, leitos para transferência de pacientes aos hospitais, condições dignas e higiênicas das áreas destinadas aos pacientes, médicos e outros funcionários.
Procurados pela reportagem para comentar os pedidos, alguns dos profissionais afirmam que mais da metade das solicitações não foram atendidas até hoje. Algumas condições permanecem e outras até pioraram, segundo eles.