02 de maio de 2026
Regional

Artesão da região está entre os dez melhores do País

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Desde criança, Emerson Lopes Pinheiro admirava as facas de caça de seu tio, com quem convivia. Pegou gosto pela arma e nasceu uma verdadeira paixão. Aos 17 anos já fazia facas, mas ainda não era um profissional. “Eu fiz curso no Senai e mexia com máquinas de solda, aço e ferro. Tinha uma certa facilidade para a confecção de facas e resolvi me dedicar a essa atividade.”

Em 97, ele iniciou a carreira de cuteleiro, como profissional, e, um ano depois, entrou para a Confederação de Cuteleiros do Brasil. No ano seguinte, foi considerado o mais jovem cuteleiro do País.

Pinheiro não confecciona somente facas, já fez espadas medievais, canivetes e outras armas brancas, todas artesanalmente. Ele figura entre os 10 melhores cuteleiros do Brasil e sua especialidade é a fabricação de facas de combate. Ele usa o aço-damasco para tornar seu produto mais resistente.

Limas, molas e serrotes são ferramentas do cuteleiro. Através do aquecimento, mistura vários tipos de aço para chegar num produto final e único, pois leva sua marca. “São modelos únicos, criados por mim. Faço facas de época (clássicas) e as bowers, para caça, e utilitárias”, ressalta.

O jovem cuteleiro já faz escola: ele ensina os apaixonados a arte de transformar o aço. Um de seus alunos, Ricardo Argentim Paschoarelli, já se especializou em fazer bainhas. “Uso couro de boi, búfalo, couro de tilápia e de outros peixes.”

As criações de Pinheiro valem no mercado cuteleiro entre US$ 100,00 a US$ 400,00. “Eu uso madeira importada, chifres de cervos e marfim para a empunhadura.”

Pinheiro tem peças vendidas para o Uruguai, Canadá e outros países, mas as mais famosas foram as réplicas feitas a partir de peças usadas na Guerra do Golfo. “Fiz duas réplicas de facas capazes de furar coletes a prova de bala.”

Os clientes do jovem cuteleiro são colecionadores. “Atualmente, tenho vendido bastante para gerentes de banco que usam a faca para defesa pessoal.”

Os 10 melhores do País

1.º - Roberto Gaeta (SP)

2.º - Ricardo Romano (Itajubá-MG)

3.º - Francisco Petean (Birigui-SP)

4.º - Maurício Dobruski (Ponta Grossa-PR)

5.º - Jacinto Melo (Pará de Minas-MG)

6.º - Peter Hammer (Itapecerica da Serra-SP)

7.º - Antal Bodolay (Belo Horizonte-MG)

8.º - Cutelaria Korth (Presidente Prudente-SP)

9.º - Flávio Ikoma (Presidente Prudente-SP)

10.º - Emerson Lopes Pinheiro (Lençóis Paulista-SP)