08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

As eleições e o carnaval

José Esmeraldi
| Tempo de leitura: 2 min

- Nossa cidade possui 5 boas escolas de samba e alguns blocos carnavalescos ativos que, infelizmente, só mostram estar “vivos” às vésperas do carnaval, mesmo assim, quando há verba pública investida. Onde estão a “Cartola”, a “Mocidade”, a “Tradição”, a “Corôa”, o “Azulão”? O que estão fazendo para sensibilizar o poder público e empresários da região para viabilizar seus carnavais? Cadê os projetos sociais tão necessários para a comunidade carente e imprescindível para se adquirir credibilidade junto a população, à exemplo do que fazem essas entidades de outras cidades, especialmente São Paulo e Rio?

- Foi criado um espaço permanente dentro do programa “Samba & Bola”, transmitido aos domingos pela Rádio Auri Verde AM, para divulgação das atividades dessas escolas e blocos, mas, ao que parece, essa iniciativa não sensibilizou os carnavalescos da cidade, que continuam se esquivando de bem informar o público amante dessa festa popular. Ou, talvez, o que seria lamentável, não tenham nada a dizer.

- Estamos vivendo um momento eleitoral e, quase com certeza, a verba para o carnaval de 2005 aparecerá “como que por encanto”. Nada contra. Nós só pedimos aos candidatos que se propuserem “investir” no carnaval do ano que se aproxima rapidamente, que o façam exigindo que as escolas retribuam posteriormente trabalhando e criando alternativas que viabilizem os carnavais de 2006, 2007, 2008.... Porque carnaval não é só um ano. Porque esse mesmo político que hoje é candidato e precisa dos votos de todo segmento da sociedade bauruense, se eleito for, com a mais absoluta certeza, não gerará um só centavo para os próximos carnavais se as escolas e blocos (principalmente escolas) não se movimentarem no sentido de criar projetos sociais e uma maior aproximação com a comunidade que representam. Prefeito nenhum irá colocar seu pescoço a prêmio investindo num carnaval que não diz para que vem nos restantes 361 “dias úteis” do ano.

- E que os eleitores, todos, indistintamente, gostando ou não de carnaval, fiquem bem atentos e cobrem posições sensatas e firmes de seus candidatos, exigindo deles uma postura séria e que comprometa os presidentes da Lesec e das sscolas a buscarem alternativas sociais no sentido de “fazer carnaval o ano todo”. Porque não é preciso gostar de carnaval. Basta amar nossa cidade! (José Esmeraldi -RG 4.358.469)