Prossegue até 15 de setembro, em Belém, no Pará, o Festival de Ópera do Theatro da Paz, tradicional evento que reúne as grandes estrelas desse gênero musical.
Iniciativa do Governo do Pará, o festival chega à sua terceira edição oferecendo ao público 13 espetáculos, divididos entre a montagem de três óperas, três recitais, um concerto ao ar livre, além do lançamento de um filme-documentário sobre a reforma do centenário Theatro da Paz.
Maior cidade da região Norte do País, conhecida como “cidade das mangueiras” e candidata a patrimônio paisagístico da humanidade, Belém reafirma com a realização do Festival de Ópera do Theatro da Paz 2004 uma tradição lírica iniciada no apogeu do ciclo da borracha, quando era a entrada no País para as grandes produções européias do gênero.
Um dos motivos pelos quais foi edificado o Theatro da Paz, considerado pelos artistas que em seu palco se apresentam, como uma das salas de melhor acústica do Brasil.
Todas as apresentações serão realizadas no próprio teatro. Somente o concerto final acontecerá na praça da República. Entre as principais atrações estão montagens inéditas da ópera “Carmen” (Bizet), título que abre o festival e do intermezzo “La Serva Padrona” (Pergolesi); além da apresentação de “O Barbeiro de Sevilha”.
Motivos mais que suficientes para quem quer unir cultura com viagem e visitar a terra do pato-no-tucupi, do Círio de Nazaré e do Ver-o-Peso, entre outras maravilhas.
Feliz Lusitânia
Portal de entrada da região amazônica e maior cidade situada na linha do Equador, Belém é candidata a patrimônio paisagístico da humanidade, título concedido internacionalmente pela Unesco.
Com quase quatro séculos de existência e 1,2 milhão de habitantes, a Capital paraense une belezas naturais aos projetos arquitetônicos de recuperação histórica. Caso do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia e da Estação das Docas, lugar que foi totalmente repaginado para se transformar numa sofisticada alternativa de lazer.
Embora esteja na porta da Amazônia, o calor, em Belém, é agradável. Tudo por conta do clima úmido que propicia chuvas ao final da tarde quase diariamente e temperatura amenizada pelos túneis de mangueiras preservados em suas ruas centrais.
Como o mar está a cerca de 100 quilômetros de Belém, a cidade passou a existir em função e ao redor do rio, na Baía do Guajará. E é nele que fica uma de suas maiores atrações: o Mercado Ver-o-Peso, a mais movimentada feira livre da cidade, existente desde a segunda metade do século 18. Lugar onde são comercializados diariamente peixes, frutas, plantas ornamentais, artesanatos e uma infinidade de ervas medicinais para todos os males.
À beira do rio, também está o Núcleo Cultural Feliz Lusitânia. Restaurado pelo Governo do Estado, é um cenário museológico ao ar livre com construções dos séculos 17 e 18. Integra o complexo cultural a Igreja de Santo Alexandre, construção jesuítica do século 17, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Ao lado fica o Palácio Episcopal que abriga o Museu de Arte Sacra do Estado, um dos maiores acervos de arte sacra do País, com aproximadamente 350 peças.
Ainda no complexo cultural está o Forte do Presépio, marco da fundação da Capital, que apresenta em sua área externa estruturas recuperadas de plantas que remontam à fundação da cidade e canhões americanos e franceses utilizados na Guerra do Paraguai.
O complexo abriga também o Museu do Encontro, onde podem ser vistos raros exemplares de cerâmica marajoara e louças européias da época do Brasil Colonial.
Ao lado do Forte fica a Casa das Onze Janelas, que abriga um espaço cultural com três salas de exposição, o Pólo Joalheiro, com gemas da região e jóias que podem ser adquiridas pelos visitantes e o Boteco das Onze, que funciona como restaurante durante o dia e bar à noite.
Outra atração à beira do rio é a Estação das Docas, que reúne em três antigos armazéns recuperados, lojas, restaurantes, cinema e bares com música ao vivo.
Saindo dali, rumo ao Centro, é imperdível uma visita ao Parque da Residência, lugar onde a flora amazônica resplandece. O lugar é especial para se passar várias horas, por abrigar um orquidário com espécies raras, anfiteatro, restaurante e uma sorveteria que oferece gelados com as mais variadas frutas regionais.
A uma quadra do parque fica o Museu Goeldi, que abriga também exemplares da biodiversidade amazônica.
• Serviço
Ingressos para o Festival da Ópera pelo telefone (91) 212-7915 e 212-8147.