10 de julho de 2026
Polícia

A pedido da polícia, ITE vai pesquisar vítimas de violência

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Alunos do 3.º ano do curso de serviço social da Instituição Toledo de Ensino (ITE) estão iniciando uma pesquisa com pessoas que foram vítimas de violência em Bauru nos últimos 12 meses. Com base no resultado, a Polícia Militar (PM), que solicitou a pesquisa, quer analisar se é preciso ou não alterar o policiamento na cidade.

Serão entrevistadas 247 pessoas acima de 16 anos de todas as regiões da cidade, conta a professora de apoio à pesquisa da Faculdade de Serviço Social da ITE, Maria Inês Fontana Pereira de Souza, que coordena o trabalho. “Serão pesquisadas pessoas que tenham sido vítimas de qualquer tipo de violência, como furto, roubo, agressão, violência familiar, teve a casa pichada, entre outros, nos últimos 12 meses em Bauru”, explica.

O capitão Wellington Luiz Dorian Venezian, coordenador da Subcomissão Regional de Polícia Comunitária, ressalta que a pesquisa ajudará a PM a planejar o seu trabalho. “Vamos verificar se estamos planejamento adequadamente os nossos meios. Se o mapa da vitimização em Bauru for igual ao mapa dos crimes elaborado pela PM, ótimo. Se for diferente, vamos rever o planejamento de policiamento”, diz.

Ele afirma que a pesquisa é um instrumento para que as informações sobre segurança pública sejam as mais próximas da realidade possíveis. “Fazemos nosso planejamento de policiamento com base nas ocorrências registradas. Porém, sabemos que muitas ocorrências ainda não são registradas e por isso não temos como planejar para combater essa violência”, frisa.

A pesquisa de caracterização da vitimização que será aplicada em Bauru segue o modelo de outras semelhantes feitas em São Paulo e outras capitais, conta a professora Maria Inês. “É uma pesquisa por amostragem, com base na densidade demográfica da cidade, com cerca de 30 perguntas divididas em três partes”, afirma.

A primeira parte contém perguntas para traçar o perfil do entrevistado, como idade, profissão, estado civil, local de moradia, entre outras. A segunda parte é dedicada à caracterização da vitimização com perguntas específicas sobre a violência, como o local onde ela ocorreu, se houve uso de arma, se houve agressão verbal e física, o número de agressores, entre outras.

Já a terceira parte da pesquisa refere-se aos valores e expectativas da população. Para isso, foram elaboradas perguntas sobre a avaliação que a vítima faz do trabalho da polícia, sobre a responsabilidade pela segurança pública, sobre os serviços de polícia existentes no bairro em que mora, entre outras questões.

Os alunos encarregados de aplicar a pesquisa já estão saindo a campo numa fase de pré-teste do questionário. Eles estão trabalhando tendo como referência as bases comunitárias de segurança da PM. A previsão da professora Maria Inês é tabular os resultados da pesquisa já no próximo mês.