08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ser idoso é diferente de ser velho


| Tempo de leitura: 1 min

O título acima é emprestado do artigo publicado no JC (21/7), de autoria da psicóloga Maria Regina Canhos Vicentin. Mas serão mesmo diferentes velhos e idosos? Se assim é, com meus 86 e quebrados estou numa faixa cinzenta entre um e outro; isto é, sou tão idoso quanto velho. O corpo e a mente me dão sinais disso. Andar, ando, mas devagar. Pensar, penso, mas a memória não me ajuda tanto. Ouço radinho e também assisto televisão preferentemente usando fone de ouvido. O computador ajuda-me a escrever, mas certas palavras que mais quero demoram ou não me aparecem na cabeça e na telinha. Fui datilógrafo de segunda, hoje apenas cato milho no teclado eletrônico. Até no falar, as palavras me fogem da língua. A vista cansada prejudica-me a leitura, principalmente de dicionário, lista telefônica e das bulas dos meus remédios de uso contínuo. Fico intrigado quando converso com uma pessoa conhecida e não consigo de pronto lembrar o nome dela. Mas não estou caduco. Aliás, quem está assim não tem consciência disso. Então... Por falar em computador, ainda não me interessei em tornar-me internauta. Velhice enrustida...

Omar Barreto - RG 5.663.388-9