Uma dívida de R$ 180 mil da prefeitura com a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) pode colocar em risco o atendimento de urgência/emergência a gestantes pela Maternidade Santa Izabel. O assunto foi motivo de discurso do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) na tribuna da Câmara Municipal na sessão legislativa de ontem.
O peemedebista - que é representante do Poder Legislativo no conselho da AHB - diz que sua intenção não é defender uma entidade privada, mas encontrar uma solução para o problema porque entende que se o serviço for cortado milhares de gestantes vão ser prejudicadas.
Há cerca de cinco anos a administração municipal assinou o convênio com a Associação Hospitalar de Bauru para prestar o atendimento de urgência/emergência a gestantes, já que o Pronto Socorro não dispõe de ginecologistas de plantão.
O presidente da AHB, Joseph Saab, confirmou a situação. Segundo ele, a prefeitura está atrasada há mais de seis meses com o pagamento dos serviços realizados na Maternidade Santa Izabel. “E a secretária municipal de Finanças, Maria Inês Sander, disse ao nosso tesoureiro, Darci Bernardi, que não há perspectiva de quando vai ser paga a dívida”, diz.
Hoje, o conselho da Associação Hospitalar de Bauru vai se reunir para discutir o destino do convênio com a prefeitura. “Do jeito que está, não dá. A AHB tem seus compromissos, tem folha de pagamento de funcionários, de médicos e fornecedores. Não podemos financiar a prefeitura”, afirma.
De acordo com Saab, diariamente são atendidas de 24 a 30 gestantes que recorrem à maternidade com problemas de hemorragia ou quadro clínico semelhante.