Iacanga - Colocar bandeiras nas casas já virou uma tradição em Iacanga (50 quilômetros a norte de Bauru). Mas, por enquanto, a adesão está muito tímida. Alguns moradores acreditam que com a aproximação da eleição a tendência é que a quantidade vá aumentando aos poucos. Outros acham que a competição esfriou porque a disputa deste ano não está mais restrita apenas aos dois tradicionais grupos políticos da cidade (aroeiras e pica-paus). A cidade conta hoje com um terceiro candidato.
Nas eleições anteriores, mesmo nesta época, faltando mais de um mês para a votação, era comum a cidade estar enfeitada com a cores dos candidatos.
Na opinião do assessor jurídico da Câmara, Moacir Bueno, a disputa para conseguir colocar mais bandeiras chegou a tal ponto que não era mais possível saber quem teria vantagem nas urnas.
Ele lembra que alguns moradores recebiam dinheiro para retirar a bandeira do candidato A e colocar a do candidato B. E muitos aceitavam. Por esse motivo, a coligação que dá sustentação ao candidato Ismael Boiani (PSDB, PMDB, PP, PDT e PT) informou que não irá colocar as bandeiras este ano. A iniciativa ficará a critério dos próprios moradores.
As poucas que é possível ver pela cidade são justamente dos dois grupos políticos tradicionais. De um lado está Boiani e suas bandeiras nas cores azul, branco e vermelho, e do outro Elaine Aparecida Cardoso de Oliveira Julio, ex-diretora municipal de Educação, representada pelas cores azul e amarelo. Elaine conta com o apoio do ex-prefeito Durvalino Afonso Ribeiro, cassado pela Câmara em abril deste ano, e dos partidos PFL, PHS e PL.
A outra candidata é a assistente social Silvana Pultrini de Almeida (PTB) que concorre por uma outra chapa. As cores do partido são o vermelho, preto e branco.
Bueno comentou ainda que, em época de eleição municipal, é comum os atritos entre moradores que apóiam candidatos opostos. Para evitar que a “animosidade” volte a imperar na cidade, o delegado Kléber de Oliveira Granja pediu bom senso tanto aos candidatos quanto aos eleitores.
Ele adiantou que não irá permitir abusos durante a campanha e para isso disse contar com o apoio da Delegacia Seccional, da Justiça Eleitoral e da Promotoria Pública.
Entre as práticas que deverão ser coibidas este ano, segundo ele, está a distribuição de panfletos apócrifos (sem identificação do autor) com ofensas aos candidatos adversários. Segundo ele, o mesmo vale para Arealva, onde também é delegado.
Em princípio, os candidatos parecem ter entendido o apelo do delegado. Nenhum incidente mais grave foi registrado até o momento, segundo ele. Mesmo assim, o delegado acredita que terá de reforçar o trabalho preventivo assim que a eleição for se aproximando.