08 de julho de 2026
Polícia

Acusado é baleado na perna pela PM


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Carlos Agusto Jerônymo Pinto, 23 anos, foi baleado anteontem à noite na perna direita por um soldado da Polícia Militar (PM) durante uma ocorrência no Parque Santa Edwirges. O nome do soldado está sendo preservado pela polícia para evitar retaliações.

Jerônymo é acusado de ter tentado roubar um estabelecimento comercial localizado na quadra 29 da rua Alto Juruá na tarde de anteontem. Segundo a polícia, o proprietário teria reagido à tentativa de assalto e Jerônymo teria fugido do local sem levar qualquer objeto.

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e, próximo ao cruzamento da alameda Atenas com a alameda Plutão, encontrou o suspeito pilotando uma motocicleta.

Os policiais ordenaram que o jovem parasse. Jerônymo teria descido do veículo e corrido na direção contrária dos policiais, que iniciaram uma perseguição.

Ao entrar em um corredor, segundo o boletim de ocorrência, o jovem teria sacado uma garrucha e mencionado atirar nos policiais. Foi quando o soldado teria baleado Jerônymo na perna.

O jovem foi encaminhado ao Pronto-Socorro Municipal (PSM) Central. Ele foi submetido a uma cirurgia e permanecia internado ontem à tarde no Hospital de Base em estado regular.Na motocicleta conduzida por Jerônymo foram econtrados dois invólucros que, de acordo com a polícia, aparentavam conter entorpecente.

A polícia apreendeu a garrucha, o revólver utilizado pelo policial militar, a suposta substância entorpecente e a motocicleta, placa DJR-4054, de Marília. O jovem deve responder por tentativa do roubo.

Um inquérito foi instaurado pelo 1.º Distrito Policial (DP) para apurar o caso. “Da maneira como esta relatado no boletim de ocorrência, a conduta do policial foi legítima”, afirma o delegado titular do 1.º DP, Ronaldo Divino.

Também a PM instaurou um inquérito militar para apurar a conduta do policial. “Toda vez que há uma lesão numa pessoa, de imediato a gente faz essa instauração para saber se a conduta do policial foi legítima ou não”, afirma o major Pedro Batista Lamoso.

Confrontos

Em um ano, cinco civis foram mortos na cidade em confrontos com a PM. O último registro dessa natureza ocorreu em junho quando, durante uma troca de tiros com a polícia no Núcleo Leão 13, Agnaldo Batista, 25 anos, foi alvejado no tórax e morreu.

De acordo com o major Lamoso, a PM instaurou inquéritos policiais e encaminhou todos os casos para a Justiça. O major não soube informar ontem como estava o trâmite dos processos.